França pode ter maior abstenção em segundo turno eleitoral desde 1969
A abstenção poderia ascender aos 28% na segunda volta das eleições presidenciais deste domingo, ou seja, 2,5 pontos a mais do que em 2017, em que chegou aos 25,44%
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RFI - A abstenção poderia ascender aos 28% na segunda volta das eleições presidenciais deste domingo, ou seja, 2,5 pontos a mais do que em 2017, em que chegou aos 25,44%, segundo estimativas convergentes de quatro institutos de pesquisa referindo contudo que não se deveria atingir o recorde de 1969, em que a abstenção foi de um pouco mais de 31%.
Falta já menos de uma hora para a grande maioria das mesas de voto encerrarem aqui em França às 19 horas locais, com excepção das grandes cidades onde os eleitores poderão votar ainda até às 20 horas, mas segundo os institutos de pesquisa Ipsos Sopra-Steria, Ifop, Harris Interactive e Elabe, o nível de abstenção poderia chegar aos 28%, um aumento de 1,7 ponto em relação à primeira volta das presidenciais em que se registou uma abstenção de 26,31%.
Nunca, em mais de 50 anos, se registou uma abstenção deste nível numa segunda volta de presidenciais, um escrutínio que habitualmente mobiliza mais eleitores do que as restantes eleições.
Esta é também somente a terceira vez, depois de 1969 e 2017, que a abstenção aumenta entre as duas voltas, sendo que regra geral, a segunda volta mobiliza mais eleitores do que a primeira volta das presidenciais.
Tal como em 2017, milhões de franceses recusaram escolher entre Emmanuel Macron e Marine Le Pen, já então frente-a-frente.
Para além da abstenção, os votos nulos e os votos em branco poderão igualmente ser decisivos para o resultado final desta eleição. Na segunda volta das anteriores presidenciais, em 2017, foram registados 3 milhões de votos em branco e um milhão de votos nulos.
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