França faz afirmações pessimistas sobre acordo nuclear, culpando o Irã

“O Irã tem que escolher entre o colapso do plano e um acordo justo e abrangente", afirmou o embaixador francês na ONU

Bandeira do Irã
Bandeira do Irã (Foto: � Morteza Nikoubazl / Reuters)


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NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - A porta para ressuscitar o acordo nuclear com o Irã de 2015 ainda está aberta, mas as tentativas de reviver o pacto estão “rapidamente chegando ao fim da linha”, afirmou o embaixador da França na ONU,  Nicolas de Rivière, nesta terça-feira (14). 

“Estamos nos aproximando do ponto em que as escaladas do Irã em seu programa nuclear terão esvaziado completamente o acordo nuclear celebrado em 2015 entre seis potências - Reino Unido, China, França, Alemanha, Rússia e Estados Unidos - e o Irã. 

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“O Irã tem que escolher entre o colapso do plano e um acordo justo e abrangente... as escaladas nucleares contínuas do Irã significam que estamos rapidamente chegando ao fim da linha”, disse o diplomata francês ao lado dos embaixadores na ONU de Reino Unido e Alemanha, grupo conhecido como E3. 

“O programa nuclear do Irã nunca esteve mais avançado do que está hoje. A escalada nuclear está minando a paz internacional e a segurança e o sistema de não proliferação global”, acrescentou. 

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Sob o acordo de 2015, o Irã limitou seu programa nuclear - que, segundo os temores do Ocidente, seria usado para desenvolver armas, o que Teerã nega - em troca de alívio de sanções dos EUA, da União Europeia e da ONU. 

Em 2018, o então presidente norte-americano Donald Trump abandonou o acordo e restaurou sanções dos EUA contra o Irã, levando Teerã a começar a suspender as suas restrições nucleares cerca de um ano depois. 

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