França antecipa ataques aéreos contra EI na Síria

Avanços dos jihadistas do Estado Islâmico perto da cidade de Aleppo, no norte da Síria, que ameaçam posições de forças rebeldes sírias apoiadas pelo Ocidente levaram a decisão; "O que é certo é que as coisas mudaram drasticamente. Durante vários meses o Daesh (Estado Islâmico) ampliou significativamente sua presença no território sírio", disse o ministro da Defesa da França, Jean-Yves Le Drian; França só havia participado de ataques aéreos contra o Estado Islâmico no Iraque 

Ministro da Defesa da França, Jean-Yves Le Drian, durante conferência em Paris. 29/07/2015 REUTERS/Stephane Mahe
Ministro da Defesa da França, Jean-Yves Le Drian, durante conferência em Paris. 29/07/2015 REUTERS/Stephane Mahe (Foto: Paulo Emílio)


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Reuters - Os combatentes do Estado Islâmico têm feito progressos consideráveis ​​perto da cidade de Aleppo, no norte da Síria, e estão ameaçando derrotar grupos centrais de forças rebeldes sírias apoiadas pelo Ocidente, disse o ministro da Defesa da França, Jean-Yves Le Drian, nesta quarta-feira.

O grupo militante islâmico lançou uma ofensiva na província de Aleppo no mês passado, um golpe para os rebeldes em uma área onde os Estados Unidos e a Turquia estão planejando abrir uma nova frente contra o movimento.

Le Drian disse à rádio France Inter que uma das razões pelas quais o governo francês decidiu unir-se aos ataques aéreos na Síria nas próximas semanas é o rápido avanço do Estado Islâmico.

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"O que é certo é que as coisas mudaram drasticamente. Durante vários meses o Daesh (Estado Islâmico) ampliou significativamente sua presença no território sírio", disse ele.

"Isso é verdade, em Aleppo, mas também na linha de Homs-Damasco. Hoje o Daesh progrediu de uma forma que está ameaçando a resistência síria na região de Aleppo, mas também o Líbano, se conseguir romper o eixo Damasco-Homs."

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Aleppo era a cidade mais populosa da Síria e centro comercial do país antes do início do conflito em 2011, mas está reduzida a escombros em muitas áreas, fragmentadas entre as forças governamentais e vários grupos insurgentes.

Até agora a França só havia participado de ataques aéreos contra Estado Islâmico no vizinho Iraque, contribuindo apenas em 3 por cento dos ataques da coalizão lá. Também forneceu apoio logístico limitado aos rebeldes, incluindo os curdos, que considera moderados na Síria.

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(Reportagem de John Irish e Astrid Wendlandt)

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