Forças sionistas mataram 49 palestinos e feriram entre 7 e 9 mil nas últimas seis semanas
Nas manifestações desta semana, na última sexta-feira (11) antes do ponto culminante da Grande Marcha do Retorno, nos próximos dias 14 e 15, milhares de habitantes da Faixa de Gaza que se encontra sob cerco, manifestaram-se ao longo da vedação que a separa de Israel
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247, com AbrilAbril - De acordo com o Ministério da Saúde em Gaza, 973 palestinos foram feridos pelas forças de ocupação israelenses, que reprimiram duramente os protestos da sétima semana consecutiva Grande Marcha do Retorno, iniciada em 30 de Março. O Ministério confirmou ainda a existência de uma vítima mortal da repressão israelense. Trata-se de Jabir Abu Mustafa, de 40 anos, segundo indica a agência Ma'an.
O Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM) informa na sua página de Facebook que o "número de palestinos feridos com balas reais se eleva a 143" e que "outros foram feridos por balas com ponta de borracha e sofreram inalação de gás, havendo um total de 305 evacuados para hospitais".
Testemunhas relataram à Ma'an que um jovem de 16 anos ficou gravemente ferido, depois de ser atingido por fogo real, quando tentava colocar uma bandeira da Palestina na vedação. Por seu lado, o Crescente Vermelho refere que pelo menos dois jornalistas foram feridos, tendo sido um deles identificado como Yasser Qudah. Usava um colete com a palavra "Press!.
Pelo menos 49 palestinos foram mortos pelas forças israelenses na repressão dos protestos pacíficos das últimas seis semanas. O número de feridos oscila consoante as fontes: entre cerca de sete mil e mais de nove mil.
"Preparação e aviso do que está por vir"
De acordo com o MPPM, o comitê organizador da manifestação denominou o protesto desta semana "Preparação e aviso do que está por vir", referindo que esta é a última sexta-feira antes do culminar da Grande Marcha do Retorno, em 14 e 15 de Maio – que coincidem, respectivamente, com a transferência da Embaixada dos EUA para Jerusalém e com o 70.º aniversário da Nakba, a limpeza étnica levada a cabo pelas forças sionistas e pelo Estado de Israel, em que mais de 750 mil palestinos foram expulsos das suas casas e terras.
A Autoridade Palestina anunciou que a segunda-feira será um "Dia de Raiva" e, tal como diversas organizações políticas e representantes das mais variadas associações palestinas na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental ocupada, exortou os palestinos a protestar contra o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel e a transferência para esta cidade da Embaixada dos EUA.
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