Forças externas interromperam o processo de paz na Ucrânia, diz oficial chinês

Wang Yi, que agora é diretor do escritório central de relações exteriores da China, apontou que estas forças teriam "objetivos estratégicos maiores que a própria Ucrânia"

O diretor do Gabinete da Comissão Central de Relações Exteriores da China, Wang Yi, fala durante a Conferência de Segurança de Munique (MSC, na sigla em inglês) em Munique, Alemanha, 18 de fevereiro de 2023
O diretor do Gabinete da Comissão Central de Relações Exteriores da China, Wang Yi, fala durante a Conferência de Segurança de Munique (MSC, na sigla em inglês) em Munique, Alemanha, 18 de fevereiro de 2023 (Foto: REUTERS/Wolfgang Rattay)


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247 - O diretor do Gabinete da Comissão Central de Relações Exteriores da China, Wang Yi, falando na Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha, afirmou que forças externas prejudicaram o processo de paz na Ucrânia, mas não chegou a especificar a acusação. 

"Desde o segundo dia da crise, em 25 de fevereiro, o presidente Xi Jinping sugeriu que Rùssia e Ucrânia se sentem juntos e conversem para buscar uma solução política para a crise. Em Belarus, na Turquia houve múltiplas rodas de conversações de paz e vimos a ter um texto marco sobre a resolução pacífica da crise, mas isso foi detido. Não sabemos por que se interrompeu o processo. É possível que algumas forças não queiram que se materializem as conversações de paz. Não lhes importa a vida ou a morte dos ucranianos nem os danos à Europa. Poderiam ter objetivos estratégicos maiores que a própria Ucrânia", disse Wang Yi, que antecedeu o atual chanceler chinês, Qin Gang.

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Wang Yi também anunciou que Pequim divulgará até o final deste mês um documento reforçando a posição pacífica da China em relação à crise ucraniana.

"Na questão da Ucrânia, a posição da China se resume a apoiar as negociações de paz. Apresentaremos um documento sobre a posição da China sobre a solução política da crise na Ucrânia e permaneceremos firmes do lado da paz e do diálogo", disse.

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