FMI propõe pacote emergencial para enfrentar coronavírus
Pacote inclui dar dinheiro para empresas e famílias atingidas, ampla liquidez para bancos e empresas financeiras, garantias de crédito e assim por diante. Leia mais
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247 - Economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Gita Gopinath, disse nesta segunda-feira, 9, que as autoridades governamentais responsáveis pela política monetária precisarão implementar novas medidas para combater os impactos econômicos do coronavírus.
A afirmação foi feita em uma postagem no blog do site do FMI, onde apontou suas principais recomendações. Dentre elas, dar dinheiro para famílias e empresas “atingidas por interrupções no fornecimento e queda na demanda”.
“As famílias e empresas atingidas por interrupções no fornecimento e queda na demanda poderão ser direcionadas para receber transferências de dinheiro, subsídios salariais e isenção de impostos, ajudando as pessoas a atender às suas necessidades e as empresas a permanecerem à tona”, escreveu Gopinath.
Para ela, os governos devem aplicar “uma resposta internacional coordenada”. Também disse que os bancos centrais precisam fornecer ampla liquidez a bancos e empresas financeiras, “particularmente àqueles que emprestam para pequenas e médias empresas, que podem estar menos preparados para suportar uma forte ruptura”. E também podem oferecer garantias de crédito temporárias e direcionadas para as necessidades de liquidez dessas empresas.
Os reguladores e supervisores do mercado financeiro além disso podem incentivar, de forma temporária e com prazo determinado, extensões dos vencimentos dos empréstimos, disse a economista, que também propôs um estímulo monetário mais amplo, como cortes nas taxas e compras de ativos.
“O estímulo fiscal de base ampla, consistente com o espaço fiscal disponível, poderá ajudar a elevar a demanda agregada, mas provavelmente será mais eficaz quando as operações comerciais começarem a normalizar”, reforçou.
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