Fim de Assad está próximo

Previsão é do chefe do serviço de espionagem alemão; exército sírio já sofreu 50 mil baixas

Fim de Assad está próximo
Fim de Assad está próximo (Foto: Divulgação)


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BERLIM, 11 Ago (Reuters) - O chefe do setor de espionagem da Alemanha, Gerhard Schindler, disse que o governo do presidente sírio, Bashar al-Assad, parece estar em seus momentos finais porque seu Exército está esgotado pelas baixas, deserções e soldados que mudaram de lado.

Schindler, que é diretor da agência de inteligência BND, afirmou que o Exército de Assad, outrora com 320 mil homens, perdeu cerca de 50 mil deles desde o início do levante contra seu regime, há 17 meses.

As unidades pequenas e flexíveis da oposição foram minando a força do Exército com táticas e guerrilha, disse ele ao jornal alemão Die Welt, em entrevista publicada neste sábado.

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"Há uma porção de indicadores de que começou o fim do jogo para o regime", declarou Schindler. "Isso (as perdas do Exército) inclui aqueles que ficaram feridos, os que desertaram e os cerca de 2.000 a 3.000 que passaram para o lado da oposição armada. A erosão no meio militar continua."

Embora o controle de Assad sobre o país se enfraqueça à medida que o levante se intensifica, as forças do governo tem vantagem esmagadora de poder de fogo sobre os rebeldes, que possuem pouco armamento.

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No entanto, Schindler observou que as pequenas unidades dos rebeldes estão se sobrepondo ao poderio militar de Assad por se valerem de rapidez e capacidade de manobra para atacar rapidamente em emboscadas.

"Por causa de seu pequeno tamanho, não são um alvo fácil para o Exército de Assad", disse ele. "O Exército regular está tendo de enfrentar um grupo variado de combatentes. A receita do sucesso deles são as táticas de guerrilha. Elas estão quebrando o dorso do Exército."

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Assad luta contra um rebelião que busca pôr fim a quatro décadas do poder de sua família na Síria.

(Reportagem de Erik Kirschbaum)

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