Filho de brasileiros eleito nos EUA agora é acusado de "deturpar" sobre origem judaica
"Ele nos enganou e deturpou sua herança", disse Matt Brooks, o diretor-executivo da Coalizão Judaica Republicana
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Reuters - O deputado eleito nos Estados Unidos George Santos, um republicano de Nova York que reconheceu ter mentido sobre seu currículo profissional enquanto concorria à vaga ao Congresso, enfrentou novas críticas nesta terça-feira (27) por suas alegações de que teria herança judaica.
A Coalizão Judaica Republicana disse que Santos não seria bem-vindo nos eventos futuros do grupo após enganar seus membros sobre seus laços com a fé judaica.
"Ele nos enganou e deturpou sua herança", disse Matt Brooks, o diretor-executivo da coalizão. "Em comentários públicos e para nós pessoalmente, ele anteriormente afirmou ser judeu."
O grupo divulgou sua declaração um dia depois de Santos dizer ao New York Post que "nunca afirmou ser judeu", apesar do que o jornal descreveu como uma mensagem em seu site de campanha dizendo que sua mãe era judia e que seus avós escaparam dos nazistas durante Segunda Guerra Mundial.
Santos prometeu cumprir seu mandato de dois anos no Congresso, e os líderes republicanos da Câmara se mantiveram em silêncio sobre a controvérsia. O gabinete do líder republicano na Câmara, Kevin McCarthy, não respondeu a uma consulta em busca de comentários na terça-feira.
"Sou católico. Como soube que minha família materna tinha origem judaica, disse que era 'judeu'", disse ele ao Post, citando-o.
Santos não foi encontrado para comentar o assunto nesta terça.
"Meus pecados aqui estão embelezando meu currículo. Sinto muito", disse Santos ao Post na segunda-feira. "Não me formei em nenhuma instituição de ensino superior", acrescentou. Ele também disse ao jornal que "nunca trabalhou diretamente" para o Goldman e o Citigroup, chamando essas afirmações de "má escolha de palavras".
Santos negou o New York Times, que noticiou que ele havia sido acusado de fraude no Brasil após ser pego preenchendo cheques com um talão de cheques roubado. "Não sou um criminoso aqui - nem aqui, nem no Brasil, nem em qualquer jurisdição do mundo", disse Santos ao Post.
Em novembro, o republicano derrotou o democrata Robert Zimmerman para conquistar a cadeira de um distrito de Nova York que era ocupada por Tom Suozzi, que concorreu a governador este ano.
Nesta terça, Zimmerman pediu a Santos que renunciasse e o enfrentasse em uma eleição especial.
"Enfrente os eleitores com seu passado real e responda a perguntas sobre seu histórico criminal", escreveu o democrata no Twitter. "Deixe os eleitores decidirem."
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247