Extrema-direita europeia articula aliança anticomunista na América Latina
O partido espanhol Vox, de extrema-direita comanda a articulação de fundamentalistas católicos e evangélicos, neoconservadores e ultraliberais, populistas de direita e nostálgicos das ditaduras militarespara atuar contra o comunistmo na América Latina
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247 - Fundamentalistas católicos e evangélicos, neoconservadores e ultraliberais, populistas de direita e nostálgicos das ditaduras militares compõem a aliança anticomunista que Eduardo Bolsonaro (filho e herdeiro político do presidente brasileiro), Keiko Fujimori (ex-candidata presidencial no Peru) e José Antonio Kast (líder do Partido Republicano chileno, que se opôs à substituição da Constituição legada por Pinochet), são algumas das figuras mais destacadas deste conglomerado heterogêneo, unido por seu visceral rechaço aos governos de esquerda, tanto os autoritários como os democráticos, informa O Globo.
A eles se soma o economista argentino Javier Milei, líder do partido A Liberdade Avança.
A ponta de lança do Vox foi a chamada Carta de Madri, um manifesto que alerta para o suposto “avanço do comunismo” na Ibero-esfera (o nome com o que o partido radical de direita, sempre atento ao marketing, rebatizou a Ibero-América), uma parte da qual já teria sido “sequestrada por regimes totalitários de inspiração comunista, apoiados pelo narcotráfico, sob o guarda-chuva do regime cubano”.
Santiago Abascal, presidente do Vox, anunciou seu propósito de dotar a carta, que atraiu mais de 8 mil adesões, de uma “estrutura permanente e um plano de ação anual” – ou seja, passaria de ser um mero chamariz para se tornar uma nova organização internacional: o Foro de Madri.
Seu objetivo é se tornar uma alternativa ao Foro de São Paulo e ao Grupo de Puebla, as duas plataformas da esquerda latino-americana: a primeira reúne força políticas e sociais, do Partido dos Trabalhadores brasileiro ao Partido Comunista de Cuba; e a segunda, um punhado de políticos de perfil majoritariamente social-democrata, como Alberto Fernández, Luiz Inácio Lula da Silva, Evo Morales, Rafael Correa, Pepe Mujica e José Luis Rodríguez Zapatero.
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