Exportações da China caem 8% em julho

Índice registra a maior queda em quatro meses, resultado bastante pior que o esperado, e reforça expectativas de que Pequim será forçada a fornecer mais estímulos para amparar a segunda maior economia do mundo; importações também caíram acentuadamente em relação a um ano antes, em linha com previsões do mercado, mas sugerindo que a demanda doméstica pode estar muito débil para compensar a demanda global mais fraca pelas exportações chinesas

Índice registra a maior queda em quatro meses, resultado bastante pior que o esperado, e reforça expectativas de que Pequim será forçada a fornecer mais estímulos para amparar a segunda maior economia do mundo; importações também caíram acentuadamente em relação a um ano antes, em linha com previsões do mercado, mas sugerindo que a demanda doméstica pode estar muito débil para compensar a demanda global mais fraca pelas exportações chinesas
Índice registra a maior queda em quatro meses, resultado bastante pior que o esperado, e reforça expectativas de que Pequim será forçada a fornecer mais estímulos para amparar a segunda maior economia do mundo; importações também caíram acentuadamente em relação a um ano antes, em linha com previsões do mercado, mas sugerindo que a demanda doméstica pode estar muito débil para compensar a demanda global mais fraca pelas exportações chinesas (Foto: Realle Palazzo-Martini)


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PEQUIM/XANGAI (Reuters) - As exportações da China recuaram 8,3 por cento em julho, sua maior queda em quatro meses, em um resultado bastante pior que o esperado, reforçando expectativas de que Pequim será forçada a fornecer mais estímulos para amparar a segunda maior economia do mundo.

As importações também caíram acentuadamente em relação a um ano antes, em linha com previsões do mercado, mas sugerindo que a demanda doméstica pode estar muito débil para compensar a demanda global mais fraca pelas exportações chinesas.

Economistas previam que as exportações cairiam apenas 1 por cento, após alta de 2,8 por cento em junho, mas o dado deste sábado mostrou demanda deprimida da Europa e a primeira queda nas exportações para os Estados Unidos, maior mercado da China, desde março.

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As exportações para a União Europeia caíram 12,3 por cento em julho, enquanto as para os Estados Unidos declinaram 1,3 por cento. A demanda do Japão, outro grande parceiro comercial, baixou 13 por cento.

"Uma recuperação na demanda externa permanece distante e o crescimento econômico continuará a depender da demanda doméstica, o que indica que políticas devem continuar a ser abrandadas no segundo semestre", escreveu Qu Hongbin, economista para a China no HSBC.

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As importações caíram 8,1 por cento, mostraram os dados da Administração Geral das Alfândegas. As previsões apontavam um declínio de 8 por cento, após queda de 6,1 por cento em junho, embora essas quedas também tenham refletido preços mais baixos de commodities.

(Por Gerry Shih e Pete Sweeney)

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