Explosão de ponte na Crimeia deve gerar resposta dura de Putin e deixa mundo em estado de alerta máximo
Obra foi considerada símbolo da anexação do território à Rússia e os líderes daquele país avisaram que qualquer ataque à ponte teria retaliação
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247 - A explosão na ponte que liga a Crimeia ao território russo ecoa pelo mundo e coloca embaixadores, negociadores e governos em estado de alerta máximo, informa o jornalista Jamil Chade em sua coluna no UOL.
Fontes em Moscou declararam a Jamil que, diante do ataque, a perspectiva de muitos observadores e até de serviços de inteligência é de que o presidente Vladimir Putin será obrigado a reagir.
"Putin não pode e não vai deixar barato", afirmou um diplomata do mais alto escalão, no Kremlin. O que todos tentam entender, neste momento, é se o ataque vai ser classificado pelos russos como exemplo de ameaça ao território nacional.
Qual a importância disso? Há semanas, Putin sinalizou que apenas usaria armas estratégicas ou nucleares caso seu território fosse ameaçado ou se houvesse um risco "existencial" para o país.
Ou sejam, se tal evento for considerado como um ataque ao território russo, o temor é de que a guerra possa estar entrando em sua fase mais ameaçadora. Nas capitais, militares e governos se debruçam neste sábado para entender se a resposta de Putin será convencional, nuclear ou até no campo cibernético.
Na ONU, todos se lembram da declaração de Dmitry Medvedev, ex-presidente da Rússia, ao alertar os ucranianos de que qualquer ataque contra a ponte na Crimeia teria consequências. "Espero que eles entendam qual seria o alvo de uma retaliação", disse.
A ponte, de fato, não é qualquer obra. Para Putin, trata-se do símbolo da anexação da península e a conclusão de um "sonho" de diversas gerações de russos. "Finalmente, o milagre ocorreu", disse em 2018 quando a obra foi inaugurada.
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