Exército libanês avança em batalha na fronteira contra militantes islâmicos

O Exército libanês avançou nesta segunda-feira sobre uma cidade libanesa de fronteira atacada por islamitas no fim de semana, no mais grave incidente a extravasar as fronteiras em três anos de guerra civil síria, e o governo de Beirute disse que o ataque mortal não ficará impune

Soldados libaneses ajudam refugiados síria a se retirarem de Arsal, cidade na fronteira com a Síria.  4/08/2014. REUTERS/Hassan Abdallah
Soldados libaneses ajudam refugiados síria a se retirarem de Arsal, cidade na fronteira com a Síria. 4/08/2014. REUTERS/Hassan Abdallah (Foto: Leonardo Attuch)


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Por Alexander Dziadosz

ARREDORES DE ARSAL Líbano (Reuters) - O Exército libanês avançou nesta segunda-feira sobre uma cidade libanesa de fronteira atacada por islamitas no fim de semana, no mais grave incidente a extravasar as fronteiras em três anos de guerra civil síria, e o governo de Beirute disse que o ataque mortal não ficará impune. 

Com reforços do Exército chegando a Arsal, o primeiro-ministro libanês, Salam Tammam, um muçulmano sunita, disse que não poderia haver "soluções políticas" no conflito com os radicais sunitas, identificados como membros da Frente Nusra e do Estado Islâmico, que tem ocupado vastas áreas na Síria e no Iraque. 

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"A única solução proposta hoje é a retirada dos militantes de Arsal e de seus arredores", disse Salam.

Acompanhado pelo resto de seu gabinete, Salam acusou os militantes de tentar "levar suas práticas doentes para o Líbano". 

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"Confirmamos que o ataque à dignidade nacional libanesa não ficará impune", disse ele. 

O Líbano, que ainda trabalha em sua reconstrução desde a guerra civil de 1975 a 1990, tem sido contaminado pela violência ligada ao conflito sírio, incluindo ataques com foguetes, atentados suicidas e tiroteios. 

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Mas esta foi a primeira grande incursão no país de militantes sunitas radicais, que se tornaram um dos principais instigadores da violência entre sunitas e xiitas disseminada por toda região do Levante, o que tem desestabilizado o Líbano por inflamar as suas próprias tensões sectárias. 

Soldados libaneses que avançaram em Arsal encontraram os corpos de 50 militantes, disse uma autoridade de segurança libanesa. O Exército afirmou que 14 soldados foram mortos, com outros 22 desaparecidos e 86 feridos nos combates que eclodiram depois que as forças de segurança prenderam um comandante rebelde islâmico sírio, Emad Jumaa, no sábado. 

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Mais de uma dúzia de outros membros das forças de segurança foram tomados como reféns. O exército descreveu a incursão dos islâmicos como um ataque há muito planejado. Os políticos locais dizem que a ação marca uma tentativa de estender os domínios do Estado Islâmico para o Líbano. 

Os militantes foram derrotados na área de fronteira no ano passado por forças do governo sírio apoiadas pelo Hezbollah, o movimento político e militar xiita libanês. A estimativa é que cerca de 3.000 combatentes estejam na zona de fronteira.

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(Reportagem adicional de Laila Bassam)

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