Exército abre fogo contra manifestantes no Zimbábue após eleições

Soldados dispararam com armas automáticas na capital do Zimbábue após serem chamados para dispersar manifestantes que entraram em confronto com a polícia depois que o principal líder de oposição acusou o partido governista de tentar manipular o resultado das eleições do país; observadores internacionais também questionaram a condução da primeira votação no Zimbábue desde que Robert Mugabe foi forçado a renunciar na esteira de um golpe em novembro, depois de 40 anos no poder

Exército abre fogo contra manifestantes no Zimbábue após eleições
Exército abre fogo contra manifestantes no Zimbábue após eleições (Foto: REUTERS/Siphiwe Sibeko)


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Reuters - Soldados dispararam com armas automáticas na capital do Zimbábue nesta quarta-feira após serem chamados para dispersar manifestantes que entraram em confronto com a polícia depois que o principal líder de oposição acusou o partido governista de tentar manipular o resultado das eleições do país.

Apoiador do partido de oposição MDC durante protesto em Harare 01/08/2018 REUTERS/Siphiwe Sibeko
Ao menos uma pessoa foi morta a tiros por soldados perto de um terminal de ônibus, disseram testemunhas a um fotógrafo da Reuters.

Observadores da União Europeia também questionaram a condução da primeira votação no Zimbábue desde que Robert Mugabe foi forçado a renunciar na esteira de um golpe em novembro, depois de 40 anos no poder. Eles expressaram preocupação com os atrasos na divulgação dos resultados da disputa presidencial.

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O líder do Movimento pela Mudança Democrática, Nelson Chamisa, disse no Twitter que venceu o "voto popular" na eleição parlamentar e presidencial de segunda-feira, na qual enfrentou o sucessor de Mugabe, Emmerson Mnangagwa, do partido governista Zanu-PF.

Mnangagwa também recorreu ao Twitter, pedindo calma e paciência antes do anúncio dos resultados.

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Multidões queimaram pneus no centro da capital Harare, bloqueando algumas ruas e se envolvendo em batalhas contínuas com a polícia, que usou canhões de água para afastar os manifestantes.

O observador-chefe da UE, Elmar Brok, disse que ainda não sabe se as falhas terão um efeito palpável no desfecho da eleição, e criticou a Comissão Eleitoral do Zimbábue (ZEC) por ser "unilateral" às vezes.

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A avaliação da UE é essencial para determinar se o Zimbábue pode se livrar de seu status de pária, o que pode ajudar a atrair investidores e desencadear um ressurgimento econômico.

A UE não entende por que a divulgação dos resultados da corrida presidencial está demorando tanto, disse.

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"Quanto mais demora para os resultados da eleição presidencial serem conhecidos, mais falta de credibilidade isso acarreta", afirmou Brok.

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