Ex-secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo é convocado por corte espanhola sobre suposta conspiração para matar Assange

Possibilidade de sequestrar ou matar Julian Assange teria sido discutida pelo alto escalão do governo Trump quando ele se encontrava refugiado na embaixada do Equador em Londres

Mike Pompeo e Julian Assange
Mike Pompeo e Julian Assange (Foto: Reuters)


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Sputnik - Mike Pompeo, antigo secretário de Estado dos EUA, foi convocado pela Corte Nacional da Espanha para testemunhar sobre alegações de que os Estados Unidos teriam conspirado "ao mais alto nível" para assassinar o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, relatou o The Telegraph.

O juiz Pedraz enviou um pedido às autoridades norte-americanas para convocar Pompeo como testemunha, informou o representante da Corte Nacional da Espanha, citado pelo The Telegraph, acrescentando que "ainda não houve resposta".

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O juiz Santiago Pedraz está liderando a investigação sobre a suposta espionagem de Assange pela empresa de segurança espanhola UC Global, enquanto a empresa prestava serviços de segurança para a embaixada equatoriana em Londres.

Julian Assange, cidadão da Austrália, procurou refúgio na embaixada em 2012 a fim de evitar a extradição para a Suécia por acusações de estupro, que ele nega. O delator permaneceu lá até abril de 2019, quando o novo governo do Equador revogou seu asilo.

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Os advogados que representam Assange na Espanha têm acusado Washington de "orquestrar" uma tentativa de espionagem contra o delator, alegando que a UC Global colocou microfones e câmaras na embaixada para espiar as conversas e reuniões privadas de Assange.

Os movimentos legais envolvendo Mike Pompeo vêm como parte de um pedido apresentado por Aitor Martínez, um dos advogados que representam Assange no processo contra a UC Global. Além de convocar Pompeo, o juiz Pedraz também está tentando interrogar William Evanina, ex-funcionário de contrainteligência dos EUA que teria confessado ter visto imagens de câmeras de segurança e gravações de áudio do interior da Embaixada do Equador.

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'Vingança contra Assange'

Em novembro passado, o portal Yahoo News afirmou que um alto funcionário da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) e representantes da administração do então presidente Donald Trump discutiram ao "mais alto nível" a possibilidade de sequestrar ou matar Assange quando ele se encontrava refugiado na embaixada do Equador em Londres.

Mike Pompeo, que era o diretor da CIA durante a presidência Trump, de 2017 a 2018, "queria se vingar de Assange", de acordo com um oficial de segurança nacional. Segundo relatos, a publicação pelo Wikileaks de documentos conhecidos como Vault 7 desencadeou uma reação furiosa. O vazamento, designado como "a maior perda de dados na história da CIA" revelou como a agência norte-americana teria hackeado celulares Apple e Android em operações de espionagem no exterior.

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O próprio Mike Pompeo se recusou a confirmar a veracidade dos relatos, dizendo durante um podcast de Megyn Kelly em 2021:

"Eu não posso dizer muito sobre isso, a não ser que todas essas 30 pessoas que supostamente falaram com um desses repórteres [do Yahoo News], todas elas devem ser processadas por falarem sobre atividades confidenciais dentro da Agência Central de Inteligência". 

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Contudo, ele confirmou que "parte disso é verdade", se referindo à campanha da CIA contra o WikiLeaks após o vazamento de documentos altamente sensíveis.

Em 17 de junho, as autoridades do Reino Unido confirmaram a extradição do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, para os EUA. Assange é indiciado pelos EUA por múltiplas acusações de suposta espionagem e hacking, o que resultou na publicação de documentos classificados expondo supostos crimes de guerra dos EUA no Afeganistão e Iraque. 

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Assange enfrenta 18 acusações nos EUA, que podem lhe valer uma sentença máxima de 175 anos de reclusão. Ele já cumpriu três anos na prisão de Belmarsh, em Londres, enquanto aguarda a extradição.

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