Ex-primeiro-ministro declara vitória em eleição no Paquistão

Pleito, com cerca de 86 milhões de pessoas com direito a voto, fará a primeira transição entre os governos civis em um país governado pelos militares por mais da metade de sua história turbulenta; político paquistanês Nawaz Shariff, buscando se tornar primeiro-ministro pela terceira vez, liderava a contagem de votos da eleição deste sábado

Ex-primeiro-ministro declara vitória em eleição no Paquistão
Ex-primeiro-ministro declara vitória em eleição no Paquistão (Foto: AKHTAR SOOMRO)


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ISLAMABAD, 11 Mai (Reuters) - O político paquistanês Nawaz Shariff, buscando se tornar primeiro-ministro do país pela terceira vez, liderava a contagem de votos da eleição realizada neste sábado.

O pleito, com cerca de 86 milhões de pessoas com direito a voto, fará a primeira transição entre os governos civis em um país governado pelos militares por mais da metade de sua história turbulenta.

Apesar da violência durante o processo de votação que matou pelo menos 17 pessoas e lançou uma ampla sombra sobre as eleições gerais do Paquistão, milhões de eleitores compareceram aos locais de votação.

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De acordo com o início da contagem de votos, o partido do ex-primeiro-ministro Liga Mulçumana do Paquistão (PML-N) estava no caminho para ganhar 40 das 272 cadeiras da Assembleia Nacional.

"Deixe a contagem de votos aumentar que vocês verão que teremos maioria para formar um governo", disse o líder do partido, Rana Sanaullah.

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O Partido do Povo do Paquistão (PPP) aparecia em segundo na contagem, assegurando cerca de 20 postos do Parlamento. Já o partido do ex-jogador de críquete Imran Khan, popular entre a juventude do país, aparecia em terceiro.

A Comissão eleitoral do Paquistão, no entanto, informou que não conseguiu realizar eleições livres e justas no centro comercial do país e maior cidade, Karachi.

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"Fomos incapazes de realizar eleições livres e justas em Karachi", disse em um comunicado. Não está claro se a conclusão da Comissão significa eleições nacionais terão que ser realizadas novamente.

Apesar do calor escaldante, muitos foram às urnas animados com a perspectiva de mudança em um país que sofre com a militância do Taliban, com uma economia quase falida, com corrupção endêmica e com cortes de energia crônicos e infra-estrutura decadente.

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"O governo que elegermos hoje vai determinar se a podridão vai ser contida ou se vamos deslizar ainda mais para o abismo", escreveu o advogado Babar Sattar no The Daily News.

Um ataque a bomba no escritório do Partido Nacional Awami (ANP) na capital comercial, Karachi, matou 11 pessoas e feriu cerca de 40. Pelo menos duas ficaram feridas em três explosões que se seguiram, e meios de comunicação relataram tiros na cidade.

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Homens armados em uma motocicleta abriram fogo perto de uma estação de voto na província rebelde, matando duas pessoas, disse a polícia.

Vários ficaram feridos em uma explosão que destruiu um escritório da ANP no noroeste insurgência infectado, e não havia mais vítimas em uma explosão na cidade de Peshawar.

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O Taliban do Paquistão, grupo próximo à Al Qaeda, matou mais de 120 pessoas na violência relacionada com as eleições desde abril. O grupo, que está lutando para derrubar o governo apoiado pelos EUA, considera as eleições como anti-islâmicas.

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