Ex-presidente paraguaio Cartes se diz aberto a investigação depois de mandado de prisão no Brasil

Em uma carta à promotoria paraguaia, o ex-presidente Horacio Cartes pediu que o órgão investigue a suposta ajuda dele ao doleiro Dario Messer. Cartes, de 63 anos, é considerado um dos homens mais ricos do Paraguai e mantém influência política

(Foto: Aquiles Lins)


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ASSUNÇÃO (Reuters) - O ex-presidente do Paraguai Horacio Cartes disse nesta segunda-feira que está aberto a uma investigação de promotores do país depois de um juiz brasileiro expedir um mandado de prisão contra ele na semana passada como parte das investigações da operação Lava Jato.

O mandado de prisão foi parte de uma nova fase da Lava Jato no Rio de Janeiro intitulada Patrón, que teve como alvo doleiros que contribuíam com lavagem de dinheiro. O juiz federal Marcelo Bretas, responsável pela Lava Jato no Rio, alegou que Cartes, magnata do setor de tabaco que governou o Paraguai de 2013 a 2018, ajudou o doleiro Dario Messer —conhecido como doleiro dos doleiros— antes de Messer ser preso em julho, em São Paulo.

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Em uma carta à promotoria paraguaia, Cartes pediu que o órgão investigue o caso, que ele disse envolver uma conduta que ocorreu “inteiramente” em território paraguaio.

“Eu me apresento e me coloco à disposição do Ministério Público para que... os fatos e comportamentos atribuídos à minha pessoa sejam investigados e julgados”, escreveu Cartes.

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Na carta, Cartes se apresenta como um senador vitalício e senador eleito, status que lhe garante imunidade de ser processado. No entanto, sua condição como membro do Senado é amplamente debatida no país por políticos e juízes.

A operação Patrón mirou em doleiros envolvidos no esquema de corrupção do ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral, que está preso desde 2017. Messer é considerado peça-chave nesse caso.

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Cartes, de 63 anos, é considerado um dos homens mais ricos do Paraguai e mantém influência política. Durante seu mandato ele também fez mudanças no Judiciário do país, incluindo a nomeação do atual chefe da Procuradoria-Geral do país.

Reportagem de Daniela Desantis

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