Ex-líder da Catalunha se entrega à polícia na Bélgica

O ex-líder da Catalunha, Carles Puigdemont, se apresentou à polícia em meio à divulgação de duas pesquisas, neste domingo, sugerindo que os partidos pró-independência devem juntos conquistar a maior parte dos assentos nas eleições regionais de dezembro, embora possam obter menos que a maioria necessária para ressuscitar a campanha separatista

Líder regional da Catalunha, Carles Puigdemont, em Barcelona 02/10/2017 REUTERS/Juan Medina
Líder regional da Catalunha, Carles Puigdemont, em Barcelona 02/10/2017 REUTERS/Juan Medina (Foto: Giuliana Miranda)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

Por Paul Day e Sam Edwards, da Reuters

MADRI/BARCELONA - O ex-líder da Catalunha, Carles Puigdemont, e mais quatro partidários se entregaram neste domingo à polícia belga, informou o escritório da promotoria de Bruxelas, após a emissão de mandados de prisão por parte da Espanha.

Puigdemont viajou para a Bélgica pouco após Madri tomar o controle do governo regional da Catalunha. Ele é acusado de diversas ações ligadas ao movimento pró-secessão, incluindo rebelião, sedição, uso indevido de recursos públicos, desobediência e violação de confiança em relação à campanha separatista.

O ex-líder da Catalunha se apresentou à polícia em meio à divulgação de duas pesquisas neste domingo sugerindo que os partidos pró-independência devem juntos conquistar a maior parte dos assentos nas eleições regionais de dezembro, embora possam obter menos que a maioria necessária para ressuscitar a campanha separatista.

continua após o anúncio

Partidos a favor de que a Catalunha continue sendo parte da Espanha devem dividir assentos, reunindo cerca de 54 por cento dos votos, apontaram os levantamentos.

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, convocou para 21 de dezembro as eleições depois de demitir o governo anterior e decretar administração direta sobre a região autônoma, reagindo à declaração unilateral de independência por parte de parlamentares catalães, no dia 27 de outubro.

continua após o anúncio

O esforços para reconhecimento da independência da Catalunha conduziram a Espanha para a pior crise política desde o retorno à democracia quatro décadas atrás, com o sentimento pró-secessão na região fomentando o nacionalismo em todo o país.

Conforme levantamento da GAD3, realizado com 1.233 pessoas entre 30 de outubro e 3 de novembro e publicada no jornal La Vanguardia, os partidos pró-independência ERC, PDECat e CUP conquistariam entre 66 e 69 das 135 cadeiras do parlamento.

continua após o anúncio

Uma segunda pesquisa realizada no mesmo período para o jornal conservador La Razón mostrou os mesmos resultados apresentados pela GAD3, com os partidos pró-independência obtendo a maior parte dos votos, embora ainda não sejam a maioria com 65 assentos.

A participação dos eleitores aumentaria para um recorde de 83 por cento, mostrou a pesquisa GAD3.

continua após o anúncio

POLÍTICOS DETIDOS

No sábado, Puigdemont, que o PDECat disse neste domingo que lideraria o partido na votação de dezembro, pediu uma frente política catalã unida para as eleições.

continua após o anúncio

Na quinta-feira, nove membros do seu gabinete destituído do poder tiveram pedido de prisão preventiva decretado pela Corte Superior da Espanha em meio a investigações e potencial julgamento.

Um deles, Santi Vila, foi libertado após pagar uma fiança de 50 mil euros na sexta-feira. Os outros oito podem permanecer sob custódia por até quatro anos.

continua após o anúncio

Ainda segundo o levantamento da GAP3, 59 por cento dos entrevistados consideram a ação judicial contra Puigdemont injustificável, enquanto 69,3 por cento disseram que a prisão de políticos catalães daria força ao movimento pró-independência nas urnas.

Grupos cívicos na Catalunha que tiveram os líderes detidos no mês passado, convocaram uma greve geral para 8 de novembro e uma manifestação em massa no dia 11 para protestar contra as prisões.

continua após o anúncio

Uma protesto em Barcelona neste domingo, contudo, atraiu poucas centenas de participantes, bem menos que as milhares de pessoas que se juntaram às marchas de outubro.

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247