Ex-congressista diz que EUA querem escalada do conflito ucraniano para provocar golpe de Estado na Rússia
Segundo Tulsi Gabbard também alertou para a possibilidade de o mundo ficar "à beira da catástrofe nuclear"
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Agência Sputnik - O verdadeiro objetivo da escalada da crise ucraniana, incentivada pelos Estados Unidos, não tem nada a ver com a luta pela democracia. Segundo a ex-congressista norte-americana e veterana da guerra no Iraque Tulsi Gabbard, trata-se do desejo de provocar um golpe de Estado na Rússia.
Na opinião de Gabbard, que comentava o contexto internacional no canal de televisão Fox News, os Estados Unidos, liderados pela administração Biden, estão tentando de todas as maneiras possíveis instigar as tensões na Rússia, incluindo através do conflito indireto na Ucrânia, visto que a pressão econômica das sanções não teve muito sucesso.
"Apesar de todos os sermões e lágrimas de crocodilo, os democratas nunca se importaram com as questões morais, com o povo ucraniano ou a proteção da democracia. O seu objetivo é mudar o regime na Rússia e desencadear o conflito a fim de fortalecer a OTAN e satisfazer o apetite das corporações da indústria militar. Além disso, para Joe Biden também se trata, estou citando, de 'uma nova ordem mundial', e segundo ele, somos nós, os americanos, quem deve liderá-la. E é ele quem a vai construir, mesmo que seja necessário levar todos à beira da catástrofe nuclear", afirmou.
Conforme Gabbard, os ataques econômicos do Ocidente contra a Rússia, por enquanto, têm tido um efeito muito melhor para a própria Rússia do que para Washington, já que o líder estadunidense criou condições favoráveis para o aumento dos preços nos EUA, justificando tudo pelo apoio a Kiev.
"Nenhumas consequências, nenhum número de mortos, destruições e sofrimentos vão impedir Washington de cumprir a sua agenda. Se vocês se lembram, a ex-secretária de Estado Madeleine Albright declarou que meio milhão de crianças iraquianas mortas valiam o preço das sanções Clinton", salientou a ex-congressista.
Em meio à operação especial para libertar Donbass, os países ocidentais seguem inundando a Ucrânia com armas. Moscou tem repetidamente declarado que o fornecimento de armas a Kiev apenas prolonga o conflito, enquanto os transportes carregando o armamento se tornam um alvo legítimo para os militares russos. Como salientou o porta-voz do presidente russo Dmitry Peskov, as ações do Ocidente apenas terão um efeito contraproducente.
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