Ex-chefe do FMI vira réu na Espanha
Rodrigo de Rato será investigado pela quebra do Bankia, que pediu 19 bilhões de euros (23,75 bilhões de dólares) em ajuda estatal
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247 - A Corte Nacional da Espanha aceitou a queixa apresentada pela União, Progresso e Democracia (UPyD) contra 33 ex-membros do Conselho do Bankia e de sua matriz, Banco Financiero y de Ahorros (BFA), incluindo seu ex-vice presidente Rodrigo Rato, e os declarou réus do processo. Rato já ocupou o cargo de diretor geral do FMI.
Segundo essa denúncia, os conselheiros do Bankia e do BFA teriam cometido crimes de fraude, peculato, falsificação de contas, administração e esquema fraudulento para alterar o preço das ações.
Há um mês, a unidade anti-corrupção da procuradoria deu início a uma investigação contra o Bankia para determinar se algum delito foi cometido pelo banco, que pediu 19 bilhões de euros (23,75 bilhões de dólares) em ajuda estatal.
A investigação surge como consequência do sentimento público de raiva sobre como autoridades espanholas lidaram com a listagem das ações do Bankia, no ano passado, e com sua nacionalização, em maio.
Milhares de pequenos acionistas, atraidos pela listagem de ações do Bankia em julho após uma agressiva campanha e marketing na televisão e em agências bancárias, viram seus investimentos serem dizimados enquanto a ação do banco despencava, impulsionando o sentimento público de raiva.
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