Ex-auditor do Equador vai para prisão domiciliar em caso Odebrecht

Juiz do Equador determinou a prisão domiciliar do ex-auditor fiscal do país Carlos Pólit por acusações de que teria recebido mais de US$ 10 milhões em troca de favores com a construtora Odebrecht; "O juiz aceitou o pedido de prisão preventiva, no entanto, como o ex-auditor é uma pessoa 65 anos, a substitui por prisão domiciliar", disse a Promotoria; atuação de Pólit teria ajudado a evitar multas contra a Odebrecht de cerca de US$ 70,6 milhões entre 2010 e 2011

Logo da Odebrecht em Lima, capital do Peru. 28/06/2016 REUTERS/Janine Costa
Logo da Odebrecht em Lima, capital do Peru. 28/06/2016 REUTERS/Janine Costa (Foto: Paulo Emílio)


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Reuters - Um juiz do Equador determinou na segunda-feira a prisão domiciliar de um ex-auditor fiscal do país por acusações de que teria recebido mais de 10 milhões de dólares em troca de favores a construtora Odebrecht, em um marco da investigação sobre envolvimento de autoridades locais na rede de subornos da empreiteira na região.

Carlos Pólit, que foi destituído pela Assembleia Nacional no mês passado e que se encontra atualmente nos Estados Unidos, foi acusado de receber subornos da Odebrecht para emitir relatórios favoráveis sobre projetos que a construtora desenvolvia no país andino.

"O juiz aceitou o pedido de prisão preventiva, no entanto, como o ex-auditor é uma pessoa 65 anos, a substitui por prisão domiciliar", disse a Promotoria do país em comunicado. Além disso, o magistrado ordenou a apreensão de contas bancárias e a proibição de alienar bens.

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A atuação de Pólit teria ajudado a evitar multas contra a Odebrecht de cerca de 70,6 milhões de dólares entre 2010 e 2011, disse a Promotoria.

Os advogados de Pólit negaram as acusações e classificaram as evidências de ilegítimas.

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