Evo Morales volta a denunciar que EUA interferiram em golpe de Estado na Bolívia

Evo Morales reiterou neste sábado a interferência dos Estados Unidos no golpe que levou à sua saída da presidência da Bolívia em novembro passado, ao responder à acusação de que ele estaria abusando de seu status de asilado na Argentina

(Foto: REUTER)


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247 - "A cumplicidade dos Estados Unidos é tão evidente no golpe na Bolívia que a embaixada dos EUA na Argentina fala em nome dos conspiradores e pede ao governo do presidente Alberto Fernández (@alferdez) que limite meu refúgio político, como nos dias do Plano Condor", escreveu Morales no Twitter. 

Diplomatas dos EUA solicitaram uma audiência para expor seu desconforto com as atividades de Evo Morales, que chegou à Argentina em 12 de dezembro. O ministro das Relações Exteriores Felipe Solá e o secretário de Assuntos Estratégicos, Gustavo Béliz, receberam uma delegação dos Estados Unidos na Casa Rosada, informa o site da Telesul.  

A reunião também incluiu o futuro embaixador argentino na Casa Branca, Jorge Argüello. Pelos EUA participaram da reuni]ao a ministra conselheira Mary Kay Carlson e o consultor político Chris Andino. O embaixador norte-americano na Argentina, Edward Prado, está de férias no Texas.  

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Segundo a agência de notícias argentina Telam, o governo do presidente Alberto Fernández não responderá às declarações das autoridades norte-americanas e reiterou que Evo Morales continuará com suas atividades políticas no país.  

Morales, atualmente em asilo na Argentina, à espera de receber o status de refugiado, convocou a liderança do Movimento ao Socialismo (MAS) para uma reunião em 29 de dezembro em Buenos Aires.  Evo Morales é o chefe da campanha do MAS e discutiré com seus correligionários a estratégia para as eleições do próximo ano.  

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Em outro tuíte, Evo desqualificou a autoridade do governo de fato na Bolívia e acusou os EUA de estarem por trás do golpe.  "O governo de fato de Áñez, Camacho e Mesa não tem autoridade ou moral para falar de soberania, quando atualmente a Bolívia é governada pelos EUA. Eles não respeitam o direito internacional que protege todas as missões diplomáticas acreditadas no país", escreveu o líder boliviano.


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