Evo Morales pede à ONU, ao Papa e à Europa que apoiem o diálogo na Bolívia
O presidente deposto da Bolívia, Evo Morales, condenou o reconhecimento dos EUA ao governo de fato e autoproclamado da senadora de direita Jeanine Áñez e pediu que o Papa Francisco e organismos internacionais ajudem a pacificar o país
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Telesur - Evo Morales, solicitou nesta quarta-feira (13) à Organização das Nações Unidas (ONU), aos países da Europa e ao Papa Francisco para acompanhar o diálogo a fim de pacificar a República plurinacional.
Disse que o golpe de Estado resultou de uma conspiração política e econômica.
Em sua conta no Twitter, Morales afirmou que a violência ameaça a vida e a paz social em relação à repressão e manifestações violentas após sua renúncia em 10 de novembro. "Peço que organizações internacionais como a ONU, países amigos da Europa e instituições como a Igreja Católica representada pelo irmão Papa Francisco se juntem a nós no diálogo para pacificar nossa amada Bolívia. A violência atenta contra a vida e a paz social", disse o presidente deposto.
Morales sugeriu também a presença de ex-presidentes, como o uruguaio Pepe Mujica e o espanhol José Luis Rodríguez Zapatero como mediadores entre as partes para ajudar "na pacificação da Bolívia".
Em uma coletiva de imprensa na Cidade do México, onde recebeu asilo político, o líder boliviano lançou um apelo para estabelecer um diálogo nacional para parar o confronto na Bolívia. "Seria miito bom um diálogo nacional, com uma agenda aberta, envolvendo grupos civis, políticos que perderam as eleições, movimentos sociais de diferentes setores", disse Morales.
"Irmãos, reitero meu pedido de diálogo nacional, onde todos estejamos representados, movimentos sociais, comitês cívicos e partidos políticos. Se eu puder contribuir com minha presença para a solução pacífica e interromper a violência, farei isso pela minha querida Bolívia".
Evo Morales disse que o processo de diálogo pode ser acompanhado por países amigos e organizações internacionais. Ele condenou o reconhecimento do presidente Donald Trump ao governo de fato e auto-proclamado da senadora de direita Jeanine Áñez. "O golpe que causa a morte de meus irmãos bolivianos é uma conspiração política e econômica que vem dos EUA", escreveu o presidente deposto.
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