Evo cobra explicações e 'devolução' de Molina

Pela primeira desde a crise diplomática aberta pela fuga do senador Roger Molina para o Brasil, apoiado pelo diplomata brasileiro Eduardo Saboia, presidente boliviano Evo Morales diz que "devolver" o político ao país seria a "melhor forma de contribuir" com a luta anti-corrupção; Molina responde a 20 processos, mas é crítico do governo Morales; presidente acrescentou que "grupos conservadores querem criar desconfiança" entre os dois países 

Pela primeira desde a crise diplomática aberta pela fuga do senador Roger Molina para o Brasil, apoiado pelo diplomata brasileiro Eduardo Saboia, presidente boliviano Evo Morales diz que "devolver" o político ao país seria a "melhor forma de contribuir" com a luta anti-corrupção; Molina responde a 20 processos, mas é crítico do governo Morales; presidente acrescentou que "grupos conservadores querem criar desconfiança" entre os dois países 
Pela primeira desde a crise diplomática aberta pela fuga do senador Roger Molina para o Brasil, apoiado pelo diplomata brasileiro Eduardo Saboia, presidente boliviano Evo Morales diz que "devolver" o político ao país seria a "melhor forma de contribuir" com a luta anti-corrupção; Molina responde a 20 processos, mas é crítico do governo Morales; presidente acrescentou que "grupos conservadores querem criar desconfiança" entre os dois países  (Foto: Marco Damiani)


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Danilo Macedo*
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O presidente boliviano, Evo Morales, disse hoje (28), em entrevista coletiva no palácio do governo, que o Brasil precisa explicar a fuga do senador Roger Pinto Molina, que estava asilado, por vontade própria, na embaixada brasileira em La Paz, e deveria mandá-lo de volta a seu país para responder na Justiça a várias acusações de corrupção.

Na entrevista, Morales ratificou a decisão de lutar contra a corrupção pública e ressaltou que, conforme acordos internacionais, "devolver" o senador à Bolívia "seria a melhor forma de contribuir com esta luta".

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Morales disse que espera uma resposta oficial do governo brasileiro à nota oficial enviada pela chancelaria boliviana. Ele também denunciou a ação de grupos conservadores do Brasil, que, segundo ele, querem o enfrentamento entre os governos boliviano e brasileiro. "Querem criar desconfiança", disse.

De acordo com o presidente, a vida do senador nunca esteve em perigo na Bolívia. Se quisesse, Pinto Molina poderia, inclusive, se deslocar por qualquer região boliviana, embora estivesse proibido de viajar ao exterior, ressaltou Morales.

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O senador deixou a embaixada brasileira, onde passou cerca de um ano e meio, na última sexta-feira (23), com o apoio do encarregado de Negócios (equivalente a embaixador provisório) do Brasil na Bolívia, Eduardo Saboia, que assumiu a responsabilidade pela operação.

*Com informações da Agencia Boliviana de Información
Edição: Nádia Franco

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