Europa realiza eleição para parlamento regional, sob risco de avanço da extrema-direita

Eleitores europeus começam a escolher nesta quinta-feira (23) os novos membros do Parlamento da União Europeia (UE), em uma eleição de quatro dias que influenciará não só a formulação de políticas em Bruxelas nos próximos cinco anos, mas também o próprio futuro do projeto da UE

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Reuters - Eleitores europeus começam a escolher nesta quinta-feira (23) os novos membros do Parlamento da União Europeia (UE), em uma eleição de quatro dias que influenciará não só a formulação de políticas em Bruxelas nos próximos cinco anos, mas também o próprio futuro do projeto da UE.

Em 2014, nacionalistas hostis à UE dobraram sua presença na assembleia e lideraram as urnas no Reino Unido, e em 2016 venceram um referendo que decidiu a saída de um dos maiores membros do bloco.

Cinco anos mais tarde, as pesquisas mostram os eurocéticos vencendo novamente. Mas a separação britânica da União Europeia ainda não ocorreu e pode não ocorrer, os inimigos mais ferozes de Bruxelas ainda lutarão para passar dos 20% e a extrema-direita chega ao final de semana atingida pelo escândalo causado por um vídeo de um líder austríaco em conluio com um suposto oligarca russo ansioso para obter favores.

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Outros que querem deter ou reverter tendências federalistas, ou até descartar a UE por completo, também enfrentam ventos contrários. Alguns dos que estão no poder também terão que enfrentar apoiadores desiludidos, com destaque para a coalizão entre a Liga e o Movimento 5 Estrelas no governo italiano.

O projeto europeu está enfrentando uma série de desafios, entre eles o desprezo inédito de um presidente norte-americano que festeja os populistas europeus, disputas fronteiriças causadas por imigrantes e uma economia abalada pela dívida pública e posta em xeque pela ascensão da China.

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Mas os partidos que buscam uma ação coletiva continental em temas comuns como comércio, segurança, imigração ou mudança climática ainda devem dominar a câmara, embora com uma maioria menor.

Jean-Claude Juncker, que será substituído no executivo da UE após a eleição, alertou para uma onda crescente de nacionalismo, e não só nas periferias.

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Já o presidente francês, Emmanuel Macron, disse se tratar "indubitavelmente da eleição mais importante" desde a primeira, de 1979, e pediu a cooperação de conservadores, socialistas e verdes para enfrentar uma congregação de forças anti-UE.

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