Eurodeputados destituem vice-presidente do Parlamento Europeu envolvida em escândalo de corrupção

Eva Kaili foi destituída do cargo nesta terça-feira (13)

A legisladora Eva Kaili é vista no parlamento em Atenas em 4 de novembro de 2011, antes de um voto de confiança
A legisladora Eva Kaili é vista no parlamento em Atenas em 4 de novembro de 2011, antes de um voto de confiança (Foto: REUTERS/Yiorgos Karahalis)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

RFI - O Parlamento Europeu destitui a eurodeputada grega Eva Kaili do cargo de vice-presidente nesta terça-feira (13). A decisão foi aprovada quase por unanimidade pelos 628 deputados presentes em Estrasburgo em sessão plenária, com 625 votos a favor, um contra e duas abstenções. Era necessária uma maioria de dois terços.

Mesmo cinco dias depois das primeiras detenções do caso, a suspeita de corrupção que abala a instituição europeia é o centro das atenções da imprensa francesa. As acusações que caem sobre a agora ex-vice-presidente, que ameaçam a credibilidade da instituição europeia, figuram nas primeiras páginas dos principais jornais da França.

continua após o anúncio

 "Eva Kaili, a eurodeputada grega estopim do escândalo" afirma a manchete do Le Figaro, acrescentando que a maior urgência agora é limitar os estragos sobre uma instituição que pretende ser a mais democrática na União Europeia, abrindo uma luta contra a corrupção e a defesa do Estado de Direito. 

Le Monde destaca a onda de choque detonada pelas revelações, com uma sequência de reuniões de urgência que tomou o Parlamento. O diário lembra ainda que o episódio levanta o debate entre os eurodeputados para criarem e adotarem medidas que garantam a ética e a regulação na casa.

continua após o anúncio

"Eva Kaili, da ascensão fulgurante à derrocada", sintetiza o Libération, que coloca a eurodeputada "no epicentro do terremoto" que faz tremer o Parlamento Europeu. Para o jornal francês, sua prisão, bem como de outros envolvidos próximos a ela, no final da semana passada, é símbolo das carências da instituição, entre descontrole, impunidade, prevaricação e clientelismo.

Já Les Echos se refere ao escândalo como "Catargate", como já vem se tornando conhecido pela suspeita do envolvimento no caso do emirado que sedia a atual Copa do Mundo, e destaca a proposta da presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, de criar uma autoridade independente que cubra todas as instituições da União Europeia.

continua após o anúncio

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

 

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247