EUA voltam a incluir Cuba na lista de países que não colaboram na luta contra o terrorismo
O governo dos Estados Unidos reincorporou Cuba à lista de países que não colaboram na luta contra o terrorismo, anunciou o Departamento de Estado na última quarta-feira
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247 - Os EUA distribuíram um documento na última quarta-feira (13) qualificando Irã, Coréia do Norte, Síria, Venezuela e Cuba, de acordo com a Seção 40A da Lei de Controle de Exportação de Armas, como "não cooperando totalmente" com os esforços antiterroristas de Washington, proibindo a venda ou licença para exportação de artigos e serviços de defesa para esses países.
Este é o primeiro ano em que Cuba é novamente inserida após sua exclusão em 2015, depois de permanecer na infame lista por 33 anos.
O documento apresentado argumenta que a nação do Caribe foi incluída porque membros do Exército Nacional de Libertação da Colômbia (ELN), que viajaram em 2017 para realizar negociações de paz, permaneceram na Ilha em 2019 e Cuba se recusou a extraditar dez membros dessa organização guerrilheira, depois que o grupo reconheceu sua participação no ataque com carro-bomba na Escola General Santander de Cadetes, em Bogotá.
O governo de Cuba rejeitou a inclusão do país. O Diretor Geral para os EUA Carlos Fernández de Cossío, do Ministério das Relações Exteriores de Cuba, denunciou o fato e declarou em sua conta no Twitter: “Cuba é vítima de terrorismo. Há uma longa história de atos terroristas cometidos pelo governo dos EUA contra Cuba”.
O fato foi divulgado pelo Departamento de Estado ao Congresso dos Estados Unidos, no mesmo dia em que o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, acusou, em entrevista coletiva internacional, o governo dos Estados Unidos de seu silêncio cúmplice diante do ataque terrorista contra a Embaixada de Cuba nessa nação, ocorrido nas primeiras horas do último dia 30 de abril.
O chanceler cubano Bruno Rodríguez protestou pelo Twitter.
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