EUA usaram Brasil para tentar guinada ultraconservadora na ONU
A pedido dos Estados Unidos, o Brasil dissociou-se de diversos trechos de um texto assinado por unanimidade pelas delegações que tratava de igualdade de gênero
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Do jornal GGN – O governo dos Estados Unidos de Donald Trump está usando a guinada ultraconservadora de Jair Bolsonaro para implementar as mesmas ideias dentro das Nações Unidas. Reportagem de Jamil Chade narra como, pouco a pouco, a diplomacia brasileira passou a ser solicitada pelos EUA para marcar o que pode ser o início das transformações em pactos e acordos internacionais em temas como igualdade de gênero e outras pautas de direitos humanos.
“Em março, a Comissão sobre o Estatuto da Mulher se reuniria em Nova Iorque e, de repente, delegações estrangeiras e – mesmo o diplomatas brasileiros – descobririam que o Brasil estava prestes a passar por uma mudança profunda em seu tradicional posicionamento sobre igualdade de gênero e direitos das mulheres e meninas, com impacto sobre as questões de saúde sexual e reprodutiva.
“Naqueles dias, os representantes do Itamaraty na ONU, em Nova Iorque, passaram a ser procurados pelo governo dos EUA para reuniões. Nelas, os americanos insistiam em convencê-los a adotar uma nova linha. Na agenda, um posicionamento ultraconservador que vetaria referências a termos como educação e direitos sexuais e reprodutivos”, conta Chade.
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