EUA suspendem medicamentos usados no Brasil contra a Covid-19

Segundo a FDA, os medicamentos aprovados no Brasil não são eficazes contra a Ômicron, responsável por mais de 99% dos casos nos Estados Unidos

(Foto: Reuters | Divulgação)


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247 - A agência que regula medicamentos nos Estados Unidos,  Food and Drug Administration (FDA), suspendeu o uso de dois medicamentos para Covid-19 em todo o território nacional.  De acordo com a agência, os coquetéis de anticorpos monoclonais da Regeneron (casirivimabe e imdevimabe) da Eli Lilly (bamlanivimabe e etesevimabe), medicamentos aprovados no Brasil,  não são eficazes contra a Ômicron, responsável por mais de 99% dos casos nos Estados Unidos, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

Em comunicado publicado na segunda-feira (24), a diretora do Centro de Avaliação e Pesquisa de Medicamentos da FDA, Patrizia Cavazzoni, disse que os dados mostram que os dois tratamentos com anticorpos "são altamente improváveis de serem ativos contra a variante omicron, que está circulando em uma frequência muito alta nos Estados Unidos", informa o  UOL.

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De acordo com a publicação, os medicamentos, aplicados em ambiente hospitalar via infusão e destinados a pessoas de alto risco, receberam aprovação de uso emergencial no ano passado e foram administrados em milhões de pacientes nos EUA.

Entretanto, os fabricantes disseram que esse tratamento é menos eficaz contra a Ômicron por causa de suas mutações. A suspensão do uso desses medicamentos já havia sido recomendada pelo Painel de Diretrizez para o Tratamento da Covid-19 dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH).

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A FDA afirmou que se esses medicamentos se mostrarem eficazes contra futuras variantes, seu uso pode ser reutilizado.

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