EUA se abstêm pela 1ª vez na ONU sobre fim de embargo a Cuba

País se opôs por 24 anos à resolução que pede o fim do embargo econômico norte-americano a Cuba na Assebleia Geral das Nações Unidas; pela 25ª vez, a assembleia de 193 membros adotou a resolução com 191 votos a favor; Israel, que se opôs à medida no ano passado, também se absteve desta vez; adoção das resoluções não é obrigatória, mas elas possuem forte peso político

Obama cumprimenta Raúl Castro em teatro de Havana. 22/3/2016. REUTERS/Jonathan Ernst
Obama cumprimenta Raúl Castro em teatro de Havana. 22/3/2016. REUTERS/Jonathan Ernst (Foto: Paulo Emílio)


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Reuters - Os Estados Unidos se abstiveram pela primeira vez de uma votação da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) realizada nesta quarta-feira a respeito de uma resolução que pede o fim do embargo econômico norte-americano a Cuba depois de se opor a tais medidas anualmente durante 24 anos.

Pela 25ª vez, a assembleia de 193 membros adotou a resolução com 191 votos a favor. Israel, que se opôs à medida no ano passado, também se absteve nesta quarta-feira. A adoção de tais resoluções não é obrigatória, mas elas podem ter peso político.

A Cuba comunista e os EUA, ex-inimigos da Guerra Fria, começaram a normalizar as relações em 2014. O presidente norte-americano, Barack Obama, tomou medidas para amenizar as restrições de comércio e viagens impostas a Havana, mas só o Congresso dos EUA pode anular o embargo.

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A Casa legislativa, que é controlada pelos republicanos, vem resistindo ao apelo de Obama para cancelar o embargo econômico, em vigor há mais de 50 anos. Críticos republicanos dizem que Obama está fazendo concessões demais a Cuba e recebendo muito pouco em troca, especialmente no campo dos direitos humanos.

A Assembleia Geral da ONU aplaudiu quando a embaixadora dos EUA na entidade, Samantha Power, anunciou antes da votação que seu país iria se abster.

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"Abster-se desta resolução não significa que os Estados Unidos concordam com todas as políticas e práticas do governo cubano. Não concordamos", afirmou ela.

"Estamos profundamente preocupados com as sérias violações de direitos humanos que o governo cubano continua a cometer impunemente contra seu próprio povo."

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O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, descreveu a abstenção como um "passo positivo para o futuro da melhoria das relações entre Estados Unidos e Cuba".

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