EUA querem castigar Irã na ONU devido a testes com mísseis
Os Estados Unidos insistiram nesta quinta-feira (7) para que o Conselho de Segurança da ONU volte a castigar o Irã a fim de conter seu programa de mísseis, em resposta aos testes efetuados por Teerã nos últimos meses; por meio de carta, o representante norte-americano nas Nações Unidas, Jonathan Cohen, defendeu que é necessário que o governo iraniano enfrente as "verdadeiras consequências" pelo seu "desafio descarado" às resoluções do Conselho
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247, com EFE - Os Estados Unidos insistiram nesta quinta-feira (7) para que o Conselho de Segurança da ONU volte a castigar o Irã a fim de conter seu programa de mísseis, em resposta aos testes efetuados por Teerã nos últimos meses.
Por meio de carta, o representante norte-americano nas Nações Unidas, Jonathan Cohen, defendeu que é necessário que o governo iraniano enfrente as "verdadeiras consequências" pelo seu "desafio descarado" às resoluções do Conselho.
Em dezembro do ano passado, o secretário de Estado, Mike Pompeo, já tinha pedido ao principal órgão de decisão da ONU que tomasse medidas contra o Irã e voltasse a impor as restrições em matéria de mísseis que pesavam sobre o país antes do acordo nuclear de 2015.
Na sua carta, Cohen chamou a atenção para um teste realizado pelo Irã em dezembro e sobre a colocação em órbita de dois satélites em janeiro e fevereiro.
Segundo os EUA, todas essas atividades envolvem tecnologias capazes de transportar armas nucleares e vão contra uma decisão do Conselho de Segurança.
Washington defende que a resolução 2231, com a qual o Conselho de Segurança consagrou o acordo nuclear de 2015 com Teerã, proíbe ao Irã qualquer atividade relacionada com mísseis balísticos capazes de transportar armas atômicas.
A redação do texto, no entanto, faz apenas uma advertência ao governo iraniano nesse sentido, razão pela qual vários membros do Conselho de Segurança consideram que não se pode falar de violação do acordo.
O órgão, que analisou a questão em várias ocasiões, não concordou com a posição dos EUA, que insistem em castigar o Irã.
"Os perigos apresentados pela proliferação de mísseis no Oriente Médio requerem um esforço internacional amplo e arranjado para assegurar que o Irã não represente uma ameaça para a paz e a estabilidade regionais", destacou Cohen em sua carta.
Segundo o representante norte-americano, existe atualmente o risco de uma "rápida escalada" na região.
O Irã, enquanto isso, defendeu o tempo todo que está no seu direito de realizar os testes com mísseis e a ONU confirmou em várias ocasiões que o país está cumprindo o acordo nuclear de 2015.
O governo de Donald Trump decidiu sair no ano passado desse acordo selado entre Teerã, os países membros do Conselho Permanente da ONU mais a Alemanha.
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