EUA provocam a China: 'Pequim não pode tratar o Mar da China Meridional como seu império marítimo'

O secretário de Estado dos EUA fez uma provocação aberta ao atacar o que considera ser uma pretensão imperial do país asiático sobre o Mar Meridional da China

Navios chineses em um recife das ilhas Spratly
Navios chineses em um recife das ilhas Spratly (Foto: Reuters)


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247 - O secretário de Estado dos Estados Unidos apoiou a declaração final da Asean, na qual os líderes de países do Sudeste Asiático afirmaram que todas as atividades nos oceanos e mares devem ser realizadas com base na convenção da ONU que tem por sigla UNCLOS, a convenção sobre o direito marítimo.

"Pequim não deve poder tratar as águas do Mar da China Meridional como parte de seu "império", disse Pompeo na sexta-feira, prometendo fazer uma declaração adicional sobre esse assunto em um futuro próximo.

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Pompeo disse que Washington "acolhe com satisfação a insistência dos líderes da Asean em que as disputas marítimas no sul da China sejam resolvidas de acordo com o direito internacional", incluindo a UNCLOS [Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar]. "

Na sexta-feira, os chefes de Estado ou de governo da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) realizaram virtualmente sua 36ª cúpula anual, que estava prevista para abril, na cidade costeira do Vietnã, Da Nang, mas foi adiada devido à pandemia de coronavírus.

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A atual crise da saúde foi uma das principais questões abordadas na cúpula, juntamente com as disputas territoriais. Na declaração da cúpula, lida pelo Vietnã em nome dos 10 estados membros, os governantes do Sudeste Asiático declararam que o tratado oceânico da ONU, de 1982 deve ser a base dos direitos soberanos no Mar da China Meridional. 

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"Reafirmamos que o tratado de 1982 da UNCLOS é a base para determinar reivindicações marítimas, direitos soberanos, jurisdição e interesses legítimos nas zonas marítimas", diz a declaração do bloco, que reúne Brunei, Camboja, Indonésia, Laos, Malásia, Mianmar, Filipinas, Cingapura, Tailândia e Vietnã.

A China ratificou a Convenção UNCLOS, mas expressa várias reservas em alguns artigos e cláusulas e discute há décadas com vários países da região Ásia-Pacífico sobre a soberania de várias ilhas no Mar do Sul da China. São principalmente as ilhas Paracel, Spratly e Bajo de Masinloc. Em maior ou menor grau, a disputa envolve o Vietnã, Brunei, Malásia e Filipinas.

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A situação na região é periodicamente complicada pela navegação de navios de guerra dos EUA que, segundo o Ministério das Relações Exteriores da China, violam o direito internacional e comprometem a soberania e a segurança do país, informa Russia Today.

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