EUA nomeiam Rússia e China como seus inimigos no século 21
“Hoje, a Rússia —liderada por um ex-oficial da KGB em Dresden— invade seus vizinhos e mata oponentes políticos", disse o secretário de Estado, Mike Pompeo. Ele também disse que o Partido Comunista Chinês “está moldando uma nova visão do autoritarismo”
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BERLIM (Reuters) - O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, criticou nesta sexta-feira o tratamento da Rússia a adversários políticos e disse que a China usa métodos contra seu povo que seriam “terrivelmente familiares à ex-alemães orientais”.
Ao refletir sobre as lições aprendidas com a queda do Muro de Berlim, ele disse que “o Ocidente —todos nós— nos perdemos no brilho daquele momento de orgulho”.
“Pensamos que poderíamos desviar nossos recursos das alianças, e nossos militares. Estávamos errados”, afirmou. “Hoje, a Rússia —liderada por um ex-oficial da KGB em Dresden— invade seus vizinhos e mata oponentes políticos.”
O fornecimento de energia da Europa não deveria depender do presidente russo, Vladimir Putin, disse ele.
Pompeo declarou que seria irracional considerar a Rússia um “parceiro digno” no Oriente Médio, embora Washington deseje a ajuda de outros países para pressionar o Irã a retomar as negociações sobre seu programa nuclear e “cortar sua capacidade de financiar representantes terroristas”.
Pompeo disse ainda que o Partido Comunista Chinês “está moldando uma nova visão do autoritarismo” e alertou a Alemanha sobre o uso da gigante chinesa de telecomunicações Huawei Technologies para construir sua rede de dados de quinta geração (5G).
Em Pequim, o Ministério das Relações Exteriores da China criticou Pompeo pelos comentários sobre o Partido Comunista Chinês, dizendo que essas observações foram “extremamente perigosas” e expuseram suas “intenções sinistras”.
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