EUA não veem risco de Rússia usar armas nucleares apesar da retórica, diz autoridade

Rússia afirmou no início deste mês que planeja implantar até junho mísseis balísticos intercontinentais Sarmat recém-testados

Tanques de tropas pró-Rússia em rodovia perto de Mariupol17/04/2022
Tanques de tropas pró-Rússia em rodovia perto de Mariupol17/04/2022 (Foto: REUTERS/Alexander Ermochenko)


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WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos não acreditam que exista uma ameaça de a Rússia usar armas nucleares, apesar de uma recente escalada na retórica de Moscou, disse nesta sexta-feira um alto funcionário de defesa dos EUA.

"Continuamos a monitorar as capacidades nucleares deles todos os dias o melhor que podemos e não avaliamos que exista uma ameaça de uso de armas nucleares e nenhuma ameaça ao território da Otan", disse a autoridade, falando sob condição de anonimato.

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O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse na segunda-feira que o Ocidente não deve subestimar os riscos elevados de um conflito nuclear devido à guerra na Ucrânia.

A Rússia afirmou no início deste mês que planeja implantar até junho mísseis balísticos intercontinentais Sarmat recém-testados, capazes de montar ataques nucleares contra os Estados Unidos.

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A preocupação ocidental com o risco de uma guerra nuclear aumentou depois que o presidente russo, Vladimir Putin, lançou a invasão russa da Ucrânia em 24 de fevereiro com um discurso no qual ele se referiu incisivamente às forças nucleares de Moscou e alertou que qualquer tentativa de entrar no caminho da Rússia "levará a consequências nunca vistas na história."

No início deste mês, o diretor da CIA, William Burns, disse que a ameaça de a Rússia potencialmente usar armas nucleares táticas ou de baixa potência na Ucrânia não poderia ser ignorada, mas que a CIA não via muitas evidências práticas reforçando essa preocupação.

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A invasão da Ucrânia pela Rússia deixou milhares de mortos ou feridos, reduziu vilas e cidades a escombros e forçou mais de 5 milhões de pessoas a fugirem para o exterior. Moscou chama sua ação de "operação especial" para desmilitarizar o país vizinho.

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