'EUA não vão mais espionar aliados', promete Obama

Em uma vitória da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e da chanceler alemã Angela Merkel, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, garantiu hoje em Washington que o governo norte-americano não irá mais monitorar comunicações de chefes de Estado e governo de amigos sem "objetivos convincentes relacionados à segurança nacional"; declarou que os esforços, porém, "só serão eficazes se os cidadãos confiarem que os EUA respeitam sua privacidade"; o único objetivo da NSA, segundo ele, é de "segurança nacional"; "Não usamos para dar vantagem competitiva a empresas", afirmou; em outubro, Dilma chegou a apontar "razões econômicas e estratégicas por trás de tais atos"

Em uma vitória da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e da chanceler alemã Angela Merkel, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, garantiu hoje em Washington que o governo norte-americano não irá mais monitorar comunicações de chefes de Estado e governo de amigos sem "objetivos convincentes relacionados à segurança nacional"; declarou que os esforços, porém, "só serão eficazes se os cidadãos confiarem que os EUA respeitam sua privacidade"; o único objetivo da NSA, segundo ele, é de "segurança nacional"; "Não usamos para dar vantagem competitiva a empresas", afirmou; em outubro, Dilma chegou a apontar "razões econômicas e estratégicas por trás de tais atos"
Em uma vitória da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e da chanceler alemã Angela Merkel, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, garantiu hoje em Washington que o governo norte-americano não irá mais monitorar comunicações de chefes de Estado e governo de amigos sem "objetivos convincentes relacionados à segurança nacional"; declarou que os esforços, porém, "só serão eficazes se os cidadãos confiarem que os EUA respeitam sua privacidade"; o único objetivo da NSA, segundo ele, é de "segurança nacional"; "Não usamos para dar vantagem competitiva a empresas", afirmou; em outubro, Dilma chegou a apontar "razões econômicas e estratégicas por trás de tais atos" (Foto: Gisele Federicce)


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247 – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu nesta sexta-feira 17 não mais espionar os sistemas de comunicações de chefes de Estado e governo de amigos e aliados próximos na ausência de objetivos convincentes relacionados à segurança nacional. A garantia foi dada em discurso na Casa Branca, pelo qual ele anunciou as novas regras de espionagem a serem adotadas pelo governo norte-americano.

O presidente dos EUA falou principalmente do terrorismo como justificativa para a intensificação do trabalho de espionagem na NSA (Agência de Espionagem Norte-Americana). "O horror do 11 de setembro levou ao fortalecimento dos serviços de informações, que passaram a fazer muito mais coisas (...). Na pressa de responder a um conjunto de ameaças reais, a chance de perdermos nossas liberdades ficou mais evidente", declarou Barack Obama".

Em parte, Obama colocou a culpa na tecnologia para as denúncias de espionagem de presidentes de países aliados. "O risco de excesso se tornou mais agudo porque a tecnologia avançou mais rapidamente do que a regulamentação de seu uso", disse. O presidente americano acrescentou que a capacidade dos EUA é única e há cada vez menos limites no que o país pode fazer. "Mas temos que discutir o que devemos fazer", afirmou. "Esse debate nos tornará mais fortes".

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Ele justificou ainda que os Estados Unidos têm "ameaças e inimigos reais", e que por isso não podem "desarmar de maneira unilateral nossas capacidades de espionagem". Segundo ele, a comunidade de inteligência reconhece potencial de abuso na medida em que cada vez mais informações são captadas. Mas por fim, anunciou ter aprovado "novas diretrizes para coletas de dados dentro e fora dos EUA". "O trabalho começou", disse ele.

Em relação à divulgação de documentos de espionagem pelo ex-colaborador da NSA Edward Snowden, Obama criticou a maneira sensacionalista com que foram feitas as revelações. Mas afirmou: "não vou discutir motivações do sr. Snowden". A revisão das regras de espionagem pelo governo dos EUA é uma vitória da presidente Dilma Rousseff e da chanceler Angela Merkel, que tiveram suas comunicações monitoradas e apresentaram, na ONU, uma resolução que exigia o fim da espionagem excessiva e da invasão de privacidade. O documento foi aprovado.

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Novas regras

Obama explicou que a coleta em massa de dados não engloba conteúdo de chamadas telefônicas, mas sim metadados (o número e a duração da chamada). Este programa, ele afirma que deve continuar. Segundo o presidente, a inexistência de um programa de metadado evitou que a NSA identificasse, por exemplo, a origem da chamada de um dos terrorista do 11 de setembro feita dentro dos Estados Unidos. Mas ressaltou: "só iremos pedir telefonemas até dois passos do suspeito, em vez dos atuais três, e será necessária autorização da corte secreta para isso".

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"Nossos esforços", disse ele, no entanto, "só serão eficazes se cidadãos de outros países confiarem que os EUA respeitam sua privacidade. Se eu quiser saber o que outros líderes pensam, vou pegar o telefone e chamá-los, em vez de usar serviços de inteligência", afirmou. Obama garantiu, em seguida, que o governo norte-americano "só usa inteligência para objetivos legítimos de segurança nacional. Não usamos para dar vantagem competitiva a empresas". No início de outubro, a presidente Dilma Rousseff apontou "razões econômicas e estratégicas por trás de tais atos".

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