EUA: mais um policial branco é detido por matar homem negro

Em novo caso de tensão racial, agente foi preso e responde por acusação de assassinato na Carolina do Sul; FBI e Departamento de Justiça norte-americana investigam violação de direitos civis

Em novo caso de tensão racial, agente foi preso e responde por acusação de assassinato na Carolina do Sul; FBI e Departamento de Justiça norte-americana investigam violação de direitos civis
Em novo caso de tensão racial, agente foi preso e responde por acusação de assassinato na Carolina do Sul; FBI e Departamento de Justiça norte-americana investigam violação de direitos civis (Foto: Gisele Federicce)


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Opera Mundi - Um policial norte-americano branco é acusado de assassinato após matar a tiros um homem negro desarmado que tentava fugir em North Charleston, no estado da Carolina do Sul, informou na noite de terça-feira (07/04) o prefeito da cidade, Keith Summey.

O novo episódio de tensão racial nos EUA aconteceu no último sábado (03/04), mas só recebeu repercussão nas últimas horas após o jornal New York Times divulgar um vídeo sobre o caso. Nele, é possível ver o agente Michael Slager, 33, atirando ao menos cinco vezes contra um suspeito, identificado como Walter lamer Scott, 50 anos.

"Quando você está errado, está errado", afirmou Summey. "Quando você toma uma decisão ruim, não importa se você está atrás de um suspeito ou de um cidadão na rua, você precisa conviver com essa decisão", acrescentou.

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Em entrevista coletiva à imprensa, o prefeito ainda anunciou a prisão do agente, que responderá por acusações de assassinato. Além disso, o FBI e o Departamento de Justiça iniciaram uma investigação para determinar se o caso constitui uma violação de direitos civis.

O incidente aconteceu quando a vítima foi parada pelo policial por estar com uma lanterna traseira do carro quebrada. Ele teria fugido porque tinha atrasado o pagamento da pensão de seus quatro filhos e temia ir para a prisão, explicou o advogado da família da vítima, Chris Stewart.

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Segundo a versão do policial – que trabalhava na instituição há mais de cinco anos – os disparos foram dados porque ele temia que o suspeito tirasse a arma de suas mãos.

"Temos muitos policiais bons. O que ocorreu não é aceitável na Carolina do Sul, nem reflete nossos valores ou a maneira na qual a maioria de nossos agentes atuam", disse a governadora do estado, Nikki Haley, em nota. "Garanto a todos que haverá um processo judicial completo".

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North Charleston, a cidade onde ocorreu este último incidente, tem 100.000 habitantes, sendo que 47% deles são afro-americanos e 37%, brancos. No entanto, 80% do departamento de polícia é composto por brancos, segundo os últimos dados de que dispõe o Departamento de Justiça, de 2007.

Desde o ano passado, uma série de mobilizações acontece nos Estados Unidos contra a morte de civis negros, vítimas de racismo e de abuso de autoridade da polícia norte-americana. Entre os casos mais conhecidos estão do jovem Michael Brown, que andava desarmado na cidade de Ferguson em julho quando foi morto, e de Eric Garner, em julho, em Nova York.

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Em março de 2015, houve dois principais casos que chamaram atenção da imprensa internacional: no dia primeiro daquele mês, a polícia de Los Angeles matou um mendigo negro desarmado. Dias depois, um jovem – também negro e desarmado – foi assassinado por um oficial branco dentro da própria residência, em Madison, no estado de Wisconsin.

 

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