EUA impõem testes obrigatórios de Covid-19 para viajantes da China
A partir de 5 de janeiro, todos os passageiros aéreos com 2 anos ou mais precisarão de um resultado negativo de um teste não mais do que dois dias antes da partida
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247 com agências - Os Estados Unidos exigirão que viajantes internacionais vindos da China, independentemente da nacionalidade, testem negativo para o novo coronavírus antes de entrar no país, disse o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) nesta quarta-feira (28), juntando-se a Índia, Itália, Japão e Taiwan na adoção de novas medidas após a decisão de Pequim de suspender rigorosas políticas para conter o avanço da Covid-19. O Reino Unido e a Alemanha disseram que estão monitorando a situação de perto, mas não estão considerando novas restrições para os viajantes chineses.
As autoridades disseram a repórteres que, a partir de 5 de janeiro, todos os passageiros aéreos com 2 anos ou mais precisarão de um resultado negativo de um teste não mais do que dois dias antes da partida da China, Hong Kong ou Macau.
Os passageiros que testarem positivo mais de 10 dias antes de um voo podem fornecer documentação de recuperação no lugar do resultado negativo do teste, disseram as autoridades federais.
Eles atribuíram a mudança à falta de informações sobre as variantes do vírus SARS-CoV-2 e à preocupação de que o aumento do número de casos de Covid-19 na China possa resultar no desenvolvimento de novas variantes do vírus.
Os Estados Unidos também estão expandindo seu programa voluntário de sequenciamento genômico em aeroportos, acrescentando Seattle e Los Angeles ao programa. Isso eleva para sete o número total de aeroportos que coletam informações de testes positivos.
A China começou neste mês a desmantelar o regime contra Covid-19 mais rígido do mundo, colocando sua economia a caminho de uma reabertura completa no próximo ano. O turismo de saída para cidadãos chineses será retomado de maneira ordenada, de acordo com um comunicado divulgado pela Comissão Nacional de Saúde na segunda-feira (26). O volume de buscas por passagens aéreas e hotéis no exterior atingiu uma alta de três anos apenas meia hora após a divulgação do comunicado, mostraram dados do provedor de serviços de viagens online Trip.com Group.
O levantamento das restrições levou o vírus a se espalhar sem controle, provavelmente infectando milhões de pessoas por dia, de acordo com alguns especialistas internacionais em saúde.
A China tem lutado para vacinar sua população idosa e ainda não autorizou vacinas estrangeiras de mRNA. Sua taxa geral de vacinação está acima de 90%, mas a taxa para adultos que receberam vacinas de reforço cai para 57,9% e para 42,3% para pessoas com 80 anos ou mais, segundo dados do governo chinês na semana passada.
O país tem nove vacinas contra a Covid-19 desenvolvidas domesticamente aprovadas para uso, mas nenhuma foi atualizada para atingir a variante Omicron altamente infecciosa.
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