EUA frustram aposta do G7 por posição comum sobre energia e clima

Governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, frustrou nesta segunda-feira os esforços do G7, o grupo dos sete países mais industrializados do mundo, para encontrar uma posição comum para a energia pedindo mais tempo para delinear suas políticas contra a mudança climática; em coletiva de imprensa de encerramento da cúpula energética do G7 em Roma, o ministro da Indústria e da Energia italiano, Carlo Calenda, disse que Washington está estudando sua estratégica sobre a mudança climática e o Acordo de Paris

Governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, frustrou nesta segunda-feira os esforços do G7, o grupo dos sete países mais industrializados do mundo, para encontrar uma posição comum para a energia pedindo mais tempo para delinear suas políticas contra a mudança climática; em coletiva de imprensa de encerramento da cúpula energética do G7 em Roma, o ministro da Indústria e da Energia italiano, Carlo Calenda, disse que Washington está estudando sua estratégica sobre a mudança climática e o Acordo de Paris
Governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, frustrou nesta segunda-feira os esforços do G7, o grupo dos sete países mais industrializados do mundo, para encontrar uma posição comum para a energia pedindo mais tempo para delinear suas políticas contra a mudança climática; em coletiva de imprensa de encerramento da cúpula energética do G7 em Roma, o ministro da Indústria e da Energia italiano, Carlo Calenda, disse que Washington está estudando sua estratégica sobre a mudança climática e o Acordo de Paris (Foto: Aquiles Lins)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

ROMA (Reuters) - O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, frustrou nesta segunda-feira os esforços do G7, o grupo dos sete países mais industrializados do mundo, para encontrar uma posição comum para a energia pedindo mais tempo para delinear suas políticas contra a mudança climática.

Em março Trump assinou um decreto que revogou regulamentações de combate à mudança climática criadas por seu antecessor, Barack Obama, pondo em dúvida o apoio dos EUA ao acordo internacional para combater o aquecimento global.

O principal alvo do decreto foi o Plano de Energia Limpa de Obama, que exigia que os Estados cortassem as emissões de carbono das usinas de energia --um fator crucial para os EUA conseguirem cumprir as metas do acordo climático firmado por quase 200 países em Paris em 2015.

continua após o anúncio

Em uma coletiva de imprensa de encerramento da cúpula energética do G7 em Roma, o ministro da Indústria e da Energia italiano, Carlo Calenda, disse que Washington está estudando sua estratégica sobre a mudança climática e o Acordo de Paris.

"Enquanto isto está em curso, os EUA reservam sua posição a respeito destas prioridades-chave", disse. "Não foi possível assinar uma declaração conjunta, já que ela não cobriria toda a gama de tópicos na agenda."

continua após o anúncio

Calenda, que presidiu a reunião do G7, disse que todos os outros países da União Europeia continuam fortemente comprometidos com o pacto parisiense para conter as emissões de gases de efeito estufa.

Falando de Madri nesta segunda-feira, o primeiro-ministro da Itália, Paolo Gentiloni, disse que a Europa irá "respeitar a opinião de todos no assunto, mas não irá aceitar adotar quaisquer passos para trás com respeito às escolhas estratégicas contra a mudança climática".

continua após o anúncio

Gentiloni deve se encontrar com Trump em uma cúpula do G7 que seu país irá sediar na Sicília no mês que vem, e Roma está ansiosa para obter apoio público de todos os líderes signatários do Acordo de Paris.

Uma fonte a par das conversas no G7 disse que o fato de o secretário de Energia norte-americano, Rick Perry, não ter se comprometido mostrou o isolamento dos EUA na reunião ministerial.

continua após o anúncio

"Os EUA também queriam incluir referências ao carvão e aos combustíveis fósseis", acrescentou a fonte.

Durante a campanha eleitoral, Trump prometeu retirar seu país do acordo, argumentando que ele prejudica os negócios norte-americanos.

continua após o anúncio

Grupos ambientais criticaram o decreto presidencial, dizendo que ele se coloca perigosamente contra à tendência global rumo a tecnologias de energia mais limpa. Calenda deve conversar com Perry na terça-feira.

(Por Stephen Jewkes e Alberto Sisto)

continua após o anúncio
continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247