'EUA estão tentando arrastar todos para o conflito ucraniano, mas a Hungria não está interessada', diz Orban

"Se uma guerra mundial estourar, será uma guerra nuclear", observou o primeiro-ministro húngaro

Premiê da Hungria, Viktor Orbán
Premiê da Hungria, Viktor Orbán (Foto: REUTERS/Bernadett Szabo)


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TASS - Os Estados Unidos não desistiram de seu objetivo de envolver todos que puderem no conflito militar na Ucrânia, mas a Hungria permanecerá do lado da paz, disse o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, à estação de rádio Kossuth nesta sexta-feira (14).

O chefe de governo enfatizou que os EUA "não abandonaram seu plano de forçar todos a uma aliança militar", fornecendo armas à Ucrânia e apoiando as hostilidades contínuas. Em conexão com isso, ele reiterou que a ameaça do conflito ucraniano se transformar em uma nova guerra mundial vem crescendo a cada dia que passa.

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"E se uma guerra mundial estourar, será uma guerra nuclear", observou Orban. Em sua opinião, a atual escalada do conflito na Ucrânia atesta o fato de que os países [combatentes] estão literalmente "a centímetros do uso de armas nucleares".

É precisamente por isso que a Hungria apoia o cessar-fogo o mais rápido possível e o início das negociações de paz para resolver o conflito ucraniano, enfatizou o primeiro-ministro húngaro.

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Sputnik - A Ucrânia é um país inexistente financeiramente, assim que os EUA e a Europa deixarem de apoiá-la, o conflito terminará, disse o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán.

A Europa está gastando dezenas de bilhões de dólares na manutenção da Ucrânia, deixando faltar para a própria economia da Europa e não podendo continuar indefinidamente, disse o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán.

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"Basicamente, a Ucrânia é um país financeiramente inexistente. A queda nos indicadores econômicos é enorme, o que é perfeitamente compreensível por causa da guerra".

"Obviamente, a Ucrânia não pode se financiar. A questão é se estamos apoiando a Ucrânia. E no momento em que os EUA e a Europa disserem não a essa pergunta, a guerra terá terminado", disse Orbán à Rádio Kossuth.

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De acordo com Orbán, a Europa gasta muito dinheiro na manutenção da Ucrânia, deixando faltar para a própria economia europeia e sendo difícil continuar para sempre.

"Pagamos pensões ucranianas, contas, mantemos instituições públicas, saúde, educação. E estas são somas enormes, várias dezenas de bilhões de euros, que faltam à economia europeia. E obviamente isso não pode continuar indefinidamente", acrescentou ele.

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Desde o início do conflito, a Hungria tem se oposto às sanções contra os combustíveis russos e ao envio de armas para a Ucrânia.

No início de março do ano passado, o parlamento húngaro emitiu um decreto proibindo o fornecimento de armas para Kiev a partir do território do país.

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Anteriormente, o primeiro-ministro sugeriu que o conflito na Ucrânia devesse terminar na mesa de negociações o mais rápido possível, devido aos seus custos, e que seria errado para a Hungria colocar os interesses da Ucrânia acima dos interesses de seu próprio povo.

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