EUA e México retomam política migratória do governo Trump

A decisão é vista pela imprensa norte-americana como mais um revés para o presidente democrata Joe Biden, que havia encerrado o programa quando o assumiu o poder, em janeiro de 2020

Haitianos foram agredidos e expulsos na fronteira entre os Estados Unidos e México
Haitianos foram agredidos e expulsos na fronteira entre os Estados Unidos e México (Foto: Reuters/Daniel Becerril)


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Sputnik - México e Estados Unidos concordaram em reativar o programa para imigração do governo de Donald Trump, por meio do qual os migrantes devem esperar em território mexicano pela resposta aos seus pedidos de asilo.

A decisão é vista pela imprensa norte-americana como mais um revés para o presidente democrata Joe Biden, que havia encerrado o programa quando o assumiu o poder, em janeiro de 2020.

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A volta do programa de fronteira da era Trump, que força os requerentes de asilo a esperar no México por audiências de imigração dos EUA, acontece em cumprimento a uma ordem judicial norte-americana.

Em agosto, a Suprema Corte dos Estados Unidos considerou que o dispositivo deveria ser mantido e que os migrantes deveriam voltar a ser devolvidos.

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A decisão foi confirmada nesta quinta-feira (2), segundo informações da Reuters, após negociações entre Washington e o governo mexicano.

A previsão é de que a partir de segunda-feira (6), os migrantes sejam devolvidos ao México. Um dos principais compromissos assumidos pelos Estados Unidos é que os processos de pedido de asilo sejam "concluídos em seis meses".

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Os Protocolos de Proteção aos Migrantes (MPP, na sigla em inglês) permitem que as autoridades dos Estados Unidos impeçam que indivíduos não mexicanos ou outros estrangeiros entrem nos EUA vindos do México.

Na negociação desta quinta-feira (2), também foi levantada a necessidade de aplicação de medidas contra a COVID-19, como exames médicos e disponibilização de vacinas para os migrantes.

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Os dois países prometem colaboração para que hajam abrigos seguros para os migrantes, que tenham transporte eficiente para cruzar a fronteira e tenham acesso a um emprego e serviços de saúde em território mexicano.

Mais de 190.000 migrantes foram identificados pelas autoridades mexicanas entre janeiro e setembro, três vezes mais do que em 2020. Cerca de 74.300 foram deportados no período.

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