EUA e Europa planejam criar frente transatlântica contra a Rússia

Decisão foi tomada pelo secretário de Estado, Anthony Blinken. Chanceler russo Lavrov vê a crescente expansão da OTAN como uma ameaça à sua segurança nacional

Antony Blinken e Sergei Lavrov
Antony Blinken e Sergei Lavrov (Foto: Reuters)


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Sputnik – O chefe de política externa da União Europeia (UE), Josep Borrell, e o Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, concordaram neste sábado (15) em coordenar estreitamente o que o serviço de ação externa da UE chamou de tentativas russas de redefinir os arranjos de segurança na Europa.

Em comunicado neste sábado, o escritório do chefe de política externa da União Europeia (UE), Josep Borrell disse que ele e o Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, se informaram sobre seu último compromisso diplomático em relação à Rússia.

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Eles "rejeitaram a iniciativa russa de reconstruir esferas de influência na Europa e destacaram sua determinação em continuar intensas consultas sobre esta e outras questões entre os EUA e a UE - apresentando uma frente transatlântica forte, clara e unida".

As autoridades reafirmaram seu apoio à Ucrânia e novamente exigiram que a Rússia reduzisse as tensões. Eles revisaram os preparativos das chamadas medidas de dissuasão e ameaçaram "consequências maciças" se a Rússia se comportasse de forma agressiva em relação à Ucrânia.

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O embaixador russo nos EUA, Anatoly Antonov, disse à Newsweek em entrevista publicada no sábado que a expansão da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) para o leste estava aumentando as tensões na região. Ele disse que as conversas da semana passada, que a Rússia manteve com os EUA e a Otan, foram feitas para "preservar a paz e a estabilidade" na Europa, colocando garantias juridicamente vinculantes no papel.

"À medida que [a OTAN] se aproxima do nosso território, o tempo de voo das armas aéreas e de mísseis da OTAN para Moscou, São Petersburgo e outras cidades na parte europeia do país é reduzido. Como o governo dos EUA reagiria se Washington, Nova York ou Los Angeles estivessem 'sob a mira da bomba'?" disse o embaixador.

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A Rússia vê a crescente expansão da OTAN, que ocorreu em cinco ondas desde a queda da União Soviética, como uma ameaça à segurança nacional, disse o diplomata. Ele alertou sobre o risco de escalada e confronto militar direto no espaço pós-soviético e além.

"Tudo tem seus limites. Estamos, de fato, à beira do precipício", disse o embaixador à revista, acrescentando que os rascunhos das propostas visam evitar que a situação saia do controle.

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Diplomatas de alto escalão dos EUA e da Rússia realizaram um diálogo de estabilidade estratégica em Genebra na segunda-feira (10), seguido por conversas entre Rússia e OTAN em Bruxelas, na quarta-feira (12), e uma reunião de negociadores russos e representantes da Organização para Segurança e Cooperação na Europa em Viena na quinta-feira (13). Antonov disse que a Ucrânia foi apenas brevemente mencionada durante as consultas Rússia-OTAN.

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