EUA dobram aposta e vão expandir presença militar na Europa Oriental
"Enquanto a Rússia contempla seu próximo passo, também temos o nosso próximo passo preparado", disse o chefe da Casa Branca
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247 - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, ordenou nesta terça-feira (22) o envio de mais tropas para países do Leste Europeu após suas ameaças contra a Rússia por uma suposta invasão da Ucrânia, o que o Kremlin nega.
"Enquanto a Rússia contempla seu próximo passo, também temos nosso próximo passo preparado", disse o presidente da Casa Branca.
"Em resposta à admissão da Rússia de que não retirará suas forças da Bielorrússia, autorizei movimentos adicionais de forças e equipamentos dos EUA já estacionados na Europa para reforçar nossos aliados do Báltico, Estônia, Letônia e Lituânia", disse Biden.
Washington deslocou ou reposicionou cerca de 6.000 soldados dos EUA na Alemanha, Polônia e Romênia, países aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) perto de suas fronteiras com a Ucrânia.
Os Estados Unidos lançaram uma campanha de comunicação tóxica contra a Rússia em novembro passado e se concentraram nos supostos planos do Kremlin de invadir o país vizinho, uma afirmação rejeitada pelas autoridades russas.
Enquanto o presidente Vladimir Putin afirma que seu país resolverá o conflito fronteiriço por meio do diálogo pacífico, Biden assegurou que o presidente está estabelecendo uma lógica para tomar mais território pela força. "Este é o começo de uma invasão russa da Ucrânia", disse o democrata em sua retórica.
Em seu discurso, Biden não especificou quantas tropas seriam enviadas para as três nações bálticas ou de onde seriam reposicionadas, mas afirmou que são "movimentos totalmente defensivos".
As forças adicionais serão compostas por aviadores e tropas terrestres que se deslocarão "para os flancos nordeste e sudeste da Otan nos próximos dias e devem estar no local até o final desta semana", disseram fontes anônimas a repórteres.
Especialistas dizem que, com essa posição, os Estados Unidos procuram desviar a atenção de seus muitos problemas internos e que é uma tentativa desesperada de reviver seu domínio no mundo, perdido com força nos últimos anos, assinala comentário da Prensa Latina.
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