EUA dizem que estão 'de olho' sobre o nível de apoio da China à Rússia no conflito ucraniano

Os EUA continuarão monitorando cuidadosamente o nível de apoio que a China pode mostrar à Rússia em relação à Ucrânia, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price

Ned Price
Ned Price (Foto: TOM BRENNER/REUTERS)


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Sputnik - Os Estados Unidos continuarão monitorando cuidadosamente o nível de apoio que a China pode mostrar à Rússia em relação à Ucrânia, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, nesta segunda-feira (18).

As declarações de Price foram dadas durante uma coletiva de imprensa hoje (18).

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"Continuaremos a manter um olhar atento, uma observação cuidadosa do nível de apoio que a RPC [República Popular da China] exibe em relação à Rússia", disse Price.

Price acrescentou que haverá fortes consequências para a China se fornecer armas ou suprimentos à Rússia para sua operação militar especial na Ucrânia ou mesmo se, eventualmente, ajudar Moscou a evitar sanções ocidentais.

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A China vem mantendo uma posição de neutralidade em relação ao conflito. Ambos os países são membros do BRICS, bloco que agrega, também, Brasil, Índia e África do Sul.

Todos os quatro parceiros comerciais e diplomáticos mantiveram uma postura de neutralidade sobre a operação especial.

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No começo deste mês, o diretor-geral do Departamento de Assuntos Europeus do Ministério das Relações Exteriores da China revelou que o país asiático estava promovendo negociações entre as Ucrânia e Rússia, mas que o papel de mediação não deveria ser superestimado. O conflito não terminará apenas porque Pequim deseja isso, acrescentou ele.

Para o presidente da Rússia, Vladimir Putin, falhou a tentativa do Ocidente de provocar colapso do sistema bancário e criar escassez de produtos na Rússia por meio de sanções.

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Sem contar a deterioração na qualidade de vida material dos cidadãos europeus, disse o presidente russo em uma reunião.

Tudo foi calculado "para enfraquecer rapidamente a situação financeira e econômica em nosso país, e provocar pânico nos mercados, colapso do sistema bancário e escassez em grande escala de bens em lojas. Mas é seguro dizer que tal política em relação à Rússia falhou", disse Putin em uma reunião sobre questões socioeconômicas.

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O líder russo solicitou ao governo para continuar a expandir seu programa de medidas de emergência para lidar com a pressão ocidental, inclusive acelerando a transição para o comércio exterior em rublos e as moedas dos parceiros comerciais da Rússia.

"As restrições impostas à Rússia por países hostis, sem dúvida, têm afetado as possibilidades de nossos negócios, complicado a logística de entrega em exportação e importação, e criado obstáculos para o pagamento. É necessário ajudar os empresários a resolver estes problemas, especialmente acelerando a transição do comércio exterior ao processamento dos pagamentos em rublos e em moedas nacionais de países que são parceiros comerciais confiáveis", disse ele.

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