EUA devem desistir de processar Julian Assange

Governo norte-americano chegou à conclusão, de acordo com o jornal Washington Post, de que processar o fundador do Wikileaks implicaria acionar também na Justiça os jornalistas e empresas de comunicação do país que divulgaram os documentos secretos

WikiLeaks founder Julian Assange speaks to protesters outside St Paul's Cathedral, next to the London Stock Exchange,  in central London October 15, 2011. Demonstrators worldwide shouted their rage on Saturday against bankers and politicians they accuse o
WikiLeaks founder Julian Assange speaks to protesters outside St Paul's Cathedral, next to the London Stock Exchange, in central London October 15, 2011. Demonstrators worldwide shouted their rage on Saturday against bankers and politicians they accuse o (Foto: Gisele Federicce)


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Opera Mundi - O Departamento de Justiça dos EUA estaria a um passo de desistir de processar o fundador do Wikileaks, Julian Assange, pela publicação de documentos considerados secretos, de acordo com reportagem do jornal The Washington Post publicada na segunda-feira (26/11).

O governo norte-americano chegou à conclusão, segundo o Post, de que processar Assange implicaria acionar também na Justiça os jornalistas e empresas de comunicação norte-americanas que divulgaram os papéis. Ele só poderia ser processado caso surgisse outra acusação criminal.

"E, se você não vai processar jornalistas por publicar informação confidencial, o que o departamento não vai, então não há jeito de processar Assange", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller.

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De acordo com o jornal, o mesmo raciocínio não se aplica ao ex-funcionário da CIA Edward Snowden, tampouco à ex-analista de inteligência das Forças Armadas Chelsea Manning. A diferença, para o governo americano, é que Assange não vazou documentos, somente os publicou – e isso faz diferença ao analisar o caso.

O fundador do Wikileaks está refugiado na Embaixada do Equador em Londres desde o dia 19 de junho de 2012. Ele tenta evitar a extradição para a Suécia, onde responde a um processo por assédio sexual. Assange diz que está sendo perseguido e a ação sueca é só um pretexto para capturá-lo.

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