EUA criticam posição da China sobre conflito na Ucrânia
Na opinião de Antony Blinken, a China quer parecer defensora da paz e ajudar a Rússia na Ucrânia ao mesmo tempo
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TASS - O governo chinês procura parecer um defensor da paz na Ucrânia, mas ao mesmo tempo apoia a Rússia por vários meios, disse o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, em entrevista à Euronews.
Quando solicitado a comentar o plano da China para a reconciliação ucraniana e as relações russo-chinesas, o principal diplomata dos EUA respondeu: "Acho que a China também está tentando ter as duas coisas. Ela quer ser vista como tentando promover a paz e, ao mesmo tempo, vez, continua a apoiar a Rússia de maneiras diferentes - retoricamente, defendendo seu caso em instituições internacionais <...> e, como dissemos há algumas semanas, até considerando fornecer assistência letal à Rússia."
"Ideias de paz que a China colocou sobre a mesa, algumas delas são positivas", disse Blinken, segundo a transcrição da entrevista, publicada pelo Departamento de Estado na quinta-feira. "Soberania - esse deve ser o foco."
Em sua opinião, a China deve se concentrar em convencer a Rússia "a realmente respeitar a soberania da Ucrânia" e devolver à Ucrânia os territórios que votaram para se juntar à Rússia durante os referendos.
Blinken continuou dizendo que, em sua opinião, "a China tem um relacionamento com a Rússia que lhe dá alguma vantagem". "Não quero exagerar, mas dá alguma vantagem com a Rússia", reiterou.
Falando sobre as relações da China com a Europa e os Estados Unidos, ele disse: "Não se trata de desacoplamento; trata-se de reduzir os riscos. É, por exemplo, no caso da relação econômica - sim, sustentar isso, porque é importante todos nós, mas garantindo que em setores críticos, onde nossa segurança pode estar em risco, indústrias estratégicas e outros locais de preocupação, que as pessoas - e os países sejam - muito, muito cuidadosos com isso."
"Todos nós temos relações e relacionamentos complicados e muito importantes com a China", acrescentou o secretário de Estado dos EUA.
Em fevereiro, o Ministério das Relações Exteriores da China publicou um documento de 12 pontos esclarecendo a posição de Pequim em encontrar uma solução política para a questão ucraniana. O documento pede especialmente um cessar-fogo, respeito pelos legítimos interesses de segurança de todos os países, uma solução para a crise humanitária na Ucrânia, trocas de prisioneiros entre Moscovo e Kiev e a rejeição de sanções unilaterais não autorizadas pelo Conselho de Segurança da ONU. Pequim enfatizou que o diálogo e as negociações são "a única solução viável para a crise na Ucrânia" e pediu a todos os lados que apoiem Moscou e Kiev em "trabalhar na mesma direção" e retomar o diálogo direto o mais rápido possível.
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