EUA bancam oposição síria
Secretário de Estado John Kerry anunciou apoio de US$ 60 milhões à coalizão que tenta tirar do poder Bashar Al-Assad; ele diz, no entanto, que o dinheiro não se destina à compra de armamentos; será?
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Do Opera Mundi - O Secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, anunciou nesta quinta-feira (28/02) que seu país vai oferecer uma ajuda adicional de 60 milhões de dólares (118 milhões de reais) à principal coalizão de oposição síria. Kerry fez o anúncio após encontro com o líder da CNFROS (Coalizão Nacional Síria), Moaz al Khatib, em Roma. As informações são da rede de notícias CNN. De acordo com o dirigente, o montante não será destinado a armar os grupos contrários ao regime do presidente Bashar al Assad.
"Os Estados Unidos darão 60 milhões de dólares em ajuda não letal para apoiar os esforços da oposição síria nos próximos meses", declarou, em uma coletiva de imprensa em Roma. "Será uma ajuda direta aos rebeldes do Exército Sírio Livre em forma de assistência médica e comida", acrescentou.
Oficialmente, a ajuda tem o objetivo de auxiliar conselhos e comunidades locais em áreas controladas pelos grupos opositores, além de expandir a entrega de produtos básicos e serviços essenciais. Também tem o objetivo de ajudar em funções administrativas, incluindo segurança e serviços sanitários e educacionais.
Esta quantia, acrescentou Kerry, será somada aos 50 milhões de dólares (99 milhões de reais) que os EUA já deram aos ativistas sírios para facilitar a comunicação no interior do país.
A capital italiana recebeu nesta quinta-feira (28/02) um encontro da conferência “Onze Países Amigos do Povo Sírio”, que apoia a oposição e a reconhece como única interlocutora atual do povo sírio. O grupo inclui Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Turquia, Egito, Jordânia, Arábia Saudita, Qatar e Emirados Árabes.
Os membros se comprometeram a fornecer "mais ajuda política e material" à oposição síria. "Os ministros prometeram mais apoio político e material à coalizão, representante única e legítima do povo sírio, e fornecer mais ajuda concreta ao interior da Síria", afirmou o comunicado oficial do grupo.
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