EUA ameaçam Rússia de boicote em caso de invasão russa na Ucrânia

Joe Biden usará uma videoconferência com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para avisar que a Rússia será alvo das piores sanções econômicas

(Foto: The White House)


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(Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, usará uma videoconferência com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, nesta terça-feira para dizer a ele que seu país será alvo das piores sanções econômicas até hoje se invadir a Ucrânia, disseram autoridades norte-americanas.

Elas disseram que as sanções, que uma fonte disse poderem visar os maiores bancos da Rússia e sua capacidade de converter rublos em dólares e outras moedas, foram concebidas para dissuadir Putin de usar os milhares de soldados reunidos perto da fronteira com a Ucrânia para atacar.

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O Kremlin nega reiteradamente ter essas intenções e diz que o posicionamento dos soldados é puramente defensivo. Por sua vez, o governo russo expressa dúvidas sobre as intenções ucranianas e diz querer garantias de que a Ucrânia não usará a força para tentar retomar território perdido para separatistas apoiados pela Rússia.

Antes de sua primeira conversa direta com Putin desde julho, Biden consultou aliados europeus na segunda-feira para debater planos para as sanções contra a Rússia e buscar uma postura forte em apoio à soberania e à integridade territorial da Ucrânia.

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Biden conversou com o presidente francês, Emmanuel Macron, a chanceler alemã, Angela Merkel, o primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, e o premiê britânico, Boris Johnson.

Eles conclamaram a Rússia a amenizar as tensões e retomar a diplomacia e disseram que suas equipes se manterão em contato próximo, inclusive em consultas com aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e parceiros da União Europeia, para uma "abordagem coordenada e abrangente", disse a Casa Branca.

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A equipe de Biden identificou uma série de penalidades econômicas para impor caso a Rússia inicie uma invasão, disse uma autoridade de alto escalão do governo dos EUA.

Outra fonte a par da situação disse que se debateu visar o círculo íntimo de Putin, mas que nenhuma decisão foi tomada. Sanções contra os maiores bancos da Rússia e sua capacidade de converter rublos em dólares e outras moedas também estão sendo cogitadas, disse outra fonte.

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A rede CNN noticiou que os EUA poderiam incluir a medida extrema de desligar a Rússia do sistema de pagamentos internacional Swift, usado por bancos de todo o mundo.

Já a agência Bloomberg noticiou que os EUA e aliados europeus estão estudando sanções contra o Fundo Russo de Investimento Direto.

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EUA consideram exigir interrupção do Nord Stream 2

Spuntik - Os Estados Unidos estariam dispostos a exigir da Alemanha a interrupção do projeto Nord Stream 2, caso haja uma escalada militar nas tensões entre Ucrânia e Rússia.

As informações foram publicadas nesta terça-feira (7) pela agência Bloomberg, citando documentos e fontes próximas às esferas de decisão sobre a questão em Washington.

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Segundo o site, o governo Biden quer garantir comprometimento da Alemanha pela interrupção do projeto - que garante transporte de energia da Rússia até a Europa Central via mar Báltico – em caso de aumento das tensões entre Moscou e Kiev.

O Nord Stream 2 tem sido alvo de críticas e sanções dos EUA, que tentaram impedir a realização do projeto entre Rússia e Alemanha, principalmente durante o governo do ex-presidente norte-americano Donald Trump. Apesar disso, até o momento o governo Biden adota uma postura mais leve em relação ao projeto e chegou a levantar sanções anteriores.

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Ainda segundo as informações, sanções adicionais contra bancos e exportações russas estão sob análise como forma de resposta a um eventual cenário de confronto.

O atual objetivo em Washington seria garantir um pacote de respostas que seja abrangente e rápido de ser ativado. A expectativa também é de que as medidas sirvam como uma garantia para conter a escalada nas tensões.

Nesta terça-feira (7), o presidente dos EUA, Joe Biden, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, realizaram uma videoconferência de duas horas para discutir questões importantes, incluindo as tensões com a Ucrânia, estabilidade estratégica e também as negociações sobre o acordo nuclear com o Irã.

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