EUA ameaçam países árabes com sanções se eles decidirem normalizar relações com Síria

EUA deixam claro que não admitem que seus aliados no Oriente Médio estabeleçam relações com a Síria

Joe Biden e Bashar al-Assad
Joe Biden e Bashar al-Assad (Foto: Reuters)


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Sputnik - Joey Hood, subsecretário de Estado adjunto dos EUA, advertiu os aliados no Oriente Médio contra a normalização das relações com a Síria, pedindo que avaliem "muito cuidadosamente as atrocidades cometidas pelo regime contra o povo sírio durante a última década".

Joey Hood, que é responsável interino pelos assuntos do Oriente Médio no Departamento de Estado, deu a entender que, se os países árabes escolherem o caminho da normalização, correm o risco de ser alvo de pressão econômica por parte dos EUA.

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As sanções econômicas e os bloqueios têm impedido os países árabes de restabelecerem as relações com a Síria. No entanto, os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein reabriram suas embaixadas em Damasco em 2019 e 2020. Omã, por sua vez, voltou a enviar seu embaixador à Síria.

"Gostaria de acrescentar que temos sanções [sob a Lei] Caesar (César); essa é uma lei que tem amplo apoio bipartidário no Congresso e a administração [Biden] vai dar andamento a isso. Portanto, os governos e as empresas precisam ter cuidado para que suas transações não os exponham a potenciais sanções dos EUA sob essa lei", disse Hood.

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De acordo com o alto funcionário dos EUA, os EUA estão insatisfeitos por não ter havido uma "grande mudança de comportamento" do presidente sírio Bashar Assad. Na verdade, isso não é surpreendente, uma vez que o objetivo principal da presença ilegal dos EUA na Síria era derrubar Assad e instalar um governo favorável aos EUA.

No final de maio, o presidente sírio Bashar Assad foi reeleito com 95% dos votos.

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A Lei César, assinada no final de 2019 pelo presidente estadunidense, Donald Trump, entrou em vigor em 17 de junho de 2020. O ato é um conjunto de sanções contra a Síria que atinge quase todas as áreas da economia do país, assim como empresas e indivíduos estrangeiros que realizarem negócios com o governo de Assad.

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