EUA ameaçam enviar Maduro a Guantánamo se não aceitar deixar o poder

John Bolton, assessor de segurança nacional do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu nesta sexta-feira (1º/2) que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pode acabar em Guantánamo (Cuba), onde os EUA têm uma prisão militar para suspeitos de terrorismo, se não deixar em breve o poder

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247, com EFE - John Bolton, assessor de segurança nacional do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu nesta sexta-feira (1º/2) que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pode acabar em Guantánamo (Cuba), onde os EUA têm uma prisão militar para suspeitos de terrorismo, se não deixar em breve o poder.

"Ontem tuitei que desejo para ele uma aposentadoria longa e tranquila em uma bonita praia longe da Venezuela. E quanto mais rápido aproveitar essa oportunidade (de anistia), mais provável que poderá ter uma aposentadoria agradável e tranquila em uma praia bonita ao invés de estar em outra região praieira como a de Guantánamo", disse Bolton em entrevista a uma rádio.

Um porta-voz de Bolton não quis fazer mais comentários sobre a afirmação do assessor de Trump, um conhecido defensor da prisão militar que os EUA têm na base naval de Guantánamo e que trabalhou para o presidente americano que abriu esse campo de detenção, George W. Bush (2001-2009).

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Bolton aconselhou que Maduro e seus principais assessores "aproveitem a anistia" planejada aos políticos chavistas pelo chefe do Parlamento venezuelano, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino da Venezuela e foi reconhecido pelos EUA e outros países.

"Não tenho certeza se alguém na Venezuela pode garantir a segurança de Maduro" caso fique no país depois de deixar o poder, disse um alto funcionário americano, que pediu o anonimato, em entrevista coletiva na quinta-feira.

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A advertência de Bolton sobre Guantánamo acontece quatro dias depois que o assessor de Trump gerou polêmica ao comparecer diante da imprensa na segunda-feira segurando um papel no qual foi possível ler a frase "5 mil soldados na Colômbia".

Bolton não quis dar detalhes sobre o que significava essa referência, que um ex-funcionário do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Fernando Cutz, interpreta como uma possível "operação psicológica" para pressionar os militares venezuelanos e fazer com que rompam com Maduro, comentou.

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