EUA: Ameaça islâmica supera o jamais visto

“Eles vão além de um simples grupo terrorista. Eles unem ideologia e uma sofisticação de destreza militar. São imensamente bem financiados. Isto vai além de qualquer coisa que tenhamos visto”, afirmou o secretário da Defesa, Chuck Hagel; segundo ele, o Estado Islâmico pode superar o que a Al Qaeda outrora significou

130403-D-NI589-199	Secretary of Defense Chuck Hagel tells the audience of the strategic and fiscal challenges facing the Department of Defense during his speech at the National Defense University on Fort McNair in Washington, D.C., on April 3, 2013.  Hage
130403-D-NI589-199 Secretary of Defense Chuck Hagel tells the audience of the strategic and fiscal challenges facing the Department of Defense during his speech at the National Defense University on Fort McNair in Washington, D.C., on April 3, 2013. Hage (Foto: Roberta Namour)


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Por Missy Ryan

WASHINGTON (Reuters) - A sofisticação, riqueza e poderio militar dos militantes do Estado Islâmico representam uma grande ameaça aos Estados Unidos e podem superar a que a Al Qaeda outrora significou, disseram líderes militares norte-americanos nesta quinta-feira.

“Eles são uma ameaça iminente a todos os nossos interesses, sejam no Iraque ou em outras partes”, afirmou o secretário da Defesa, Chuck Hagel, aos repórteres no Pentágono.

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A avaliação de Hagel do Estado Islâmico, que ganhou força durante a guerra civil da Síria e rumou para o norte do Iraque no início do verão do hemisfério norte, disparou um alarme dias depois de o grupo publicar um vídeo nas mídias sociais mostrando um de seus combatentes decapitando o jornalista norte-americano James Foley.

Questionado se a organização sunita linha-dura representa uma ameaça aos EUA comparável a dos atentados de 11 de setembro de 2001, Hagel afirmou ser uma ameaça “tão sofisticada e bem financiada quanto qualquer grupo que já vimos”.

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“Eles vão além de um simples grupo terrorista. Eles unem ideologia e uma sofisticação de… destreza militar. São imensamente bem financiados. Isto vai além de qualquer coisa que tenhamos visto”.

Hagel falava enquanto seu país levava adiante os ataques a alvos do Estado Islâmico no Iraque. Nas duas últimas semanas, drones (aviões não-tripulados) e caças dos EUA realizaram 89 ataques aéreos contra posições dos militantes no norte iraquiano.

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Até agora, o presidente dos EUA, Barack Obama, procurou limitar sua renovada campanha militar no Iraque para proteger diplomatas e civis norte-americanos sob ameaça direta.

Mesmo após o assassinato chocante de Foley, é improvável que Obama aprofunde seu engajamento militar seja no Iraque ou na Síria, já que ele tem evitado se envolver em mais um conflito complicado no Oriente Médio.

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Mas autoridades dos EUA declararam não terem descartado uma escalada na ação militar contra o Estado Islâmico, que aumentou suas ameaças declaradas aos Estados Unidos desde o início da ofensiva aérea.

O general Martin Dempsey, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, sugeriu que o grupo militante continuará sendo um perigo até não poder mais contar com santuários em áreas da Síria sob controle de seus combatentes.

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“Esta é uma organização com uma visão estratégica apocalíptica, que em algum momento precisa ser derrotada”, afirmou Dempsey.

(Reportagem adicional de Steve Holland e David Alexander)

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