EUA admitem que pretendem derrubar governo Maduro

Os Estados Unidos buscam criar uma coalizão para derrubar o governo atual na Venezuela, disse neste domingo (3) o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton; "Estamos tentando obter apoio para a transferência pacífica de poder do [presidente venezuelano] Nicolás Maduro para [o opositor] Juan Guaidó, que reconhecemos como presidente interino", disse Bolton em entrevista ao canal de televisão CNN

EUA admitem que pretendem derrubar governo Maduro
EUA admitem que pretendem derrubar governo Maduro (Foto: Sputnik / Aleksei Vitvitsky)


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Sputnik BrasilOs EUA buscam criar uma coalizão para derrubar o governo atual na Venezuela, disse no domingo (3) o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton.

"Estamos tentando obter apoio para a transferência pacífica de poder do [presidente venezuelano] Nicolas Maduro para [o opositor] Juan Guaidó, que reconhecemos como presidente interino", disse Bolton em entrevista ao canal de televisão CNN.

Bolton sublinhou que esta coalizão deve ser tão ampla quanto possível para "substituir Maduro, para substituir todo o regime corrupto", acrescentando que "nessa administração não temos medo de usar as palavras Doutrina Monroe".

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Em 23 de fevereiro, a oposição venezuelana tentou fazer entrar na Venezuela, a partir do Brasil e da Colômbia, a chamada ajuda humanitária que inclui medicamentos e alimentos provenientes dos EUA e de outros países.

As autoridades venezuelanas rejeitaram as entregas de ajuda patrocinada pelos EUA e afirmaram que as declarações sobre a crise humanitária se destinam a justificar uma invasão da Venezuela.
A tensão política na Venezuela aumentou desde que, em janeiro de 2019, o líder da oposição Juan Guaidó se declarou presidente interino do país.

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Os EUA e vários países da Europa e América Latina, inclusive o Brasil, reconheceram Guaidó como presidente interino do país. A Rússia, China, Cuba, Bolívia, Nicarágua, Turquia, México, Irã e muitos outros países manifestaram seu apoio a Maduro como presidente legítimo do país e exigiram que os outros países respeitem o princípio de não interferência nos assuntos internos do país latino-americano.

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